PGR quer ouvir Marcelo Odebrecht em inquérito contra Temer e ministros

No pedido de prorrogação feito pela PGR para ampliar em mais 60 dias as investigações em um inquérito que apura se Michel Temer e os ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco, teriam recebido doações ilícitas de R$ 10 milhões da empreiteira Odebrecht, está o pedido de oitiva do empresário Marcelo Odebrecht, que teria participado da reunião,onde teria sido definido o pagamento da propina

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michel temer eliseu padilha moreira franco (Foto: Paulo Emílio)
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247 - O pedido de prorrogação feito pela procuradora-geral a República, Raquel Dodge, para ampliar em mais 60 dias as investigações em um inquérito que apura se Michel Temer e os ministros da Casa Civil, Eliseu Padilha, e de Minas e Energia, Moreira Franco teriam recebido doações ilícitas de R$ 10 milhões por meio do MDB por parte da empreiteira Odebrecht, poderá complicar ainda mais a situação dos emedebistas. Dentre as testemunhas que a PGR pretende ouvir, está o empresário Marcelo Odebrecht, que teria participado da reunião, realizada com Temer no Palácio do Jaburu, em 2014, que teria definido o pagamento das doações em troca de favorecimento da construtora em contratos com o governo.

A Polícia Federal justificou a necessidade de prorrogação do inquérito alegando ser necessária a oitiva dos delatores Fernando Migliaccio (responsável pelo Setor de Operações Estruturadas, chamado de "departamento de propinas da empreiteira) e Marcelo Odebrecht; além do o empresário Ibanez Filter (próximo ao ministro Eliseu Padilha); o doleiro Vinícius Claret; Cláudio Barbosa, além do publicitário Duda Mendonça. A PPF também disse haver pendências quantos aos telefones celulares apreendidos.

"Pelos fundamentos expostos, a Procuradora-Geral da República requer a prorrogação do prazo para a conclusão do inquérito epigrafado, por mais 60 (sessenta) dias, nos termos do art. 230, § 1 0, parte final, do Regimento Interno do STF, considerada a existência de diligências pendentes e necessárias ao deslinde das investigações, sem prejuízos de outras reputadas úteis", disse Dodge. A prorrogação ou não do inquérito será decida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin.

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