Pimenta: Bolsonaro assumiu a linha de frente contra a Venezuela

O presidente do PCO, Rui Costa Pimenta, afirma que os EUA contam agora com a subserviência da extrema-direita brasileira para dar seguimento às tentativas de golpe no governo de Nicolás Maduro; em análise à TV 247, Pimenta avalia que "as ofensivas do Brasil para deslegitimar o governo venezuelano já resguardam os EUA das articulações diplomáticas contra o país vizinho"; ele também comenta o caso Cesare Battisti e critica o gesto do presidente da Bolívia, Evo Moraes, de extraditá-lo para a Itália: "traição com a nossa causa"; assista

Pimenta: Bolsonaro assumiu a linha de frente contra a Venezuela
Pimenta: Bolsonaro assumiu a linha de frente contra a Venezuela

247 - O presidente do PCO, Rui Costa Pimenta, afirma que os Estados Unidos contam agora com a subserviência da extrema-direita brasileira para dar seguimento às tentativas de golpe ao governo de Nicolás Maduro. Em análise à TV 247, ele diz que Bolsonaro "assumiu a linha de frente contra a Venezuela na América Latina" e que as ofensivas do Brasil para deslegitimar o governo venezuelano já "resguardam os EUA das articulações diplomáticas contra o país vizinho".

Na última semana, a presidente do PT, deputada federal eleita Gleisi Hoffmann, foi duramente criticada pela direita e também por parte da esquerda, pela ida à posse do presidente Nicolás Maduro. No entanto, Pimenta considera acertada a participação na solenidade, e declara que quem desqualificou o posicionamento do PT "faz uma frente única com Bolsonaro" e "fortalece a direita latino-americana". Nesse sentido, ele criticou Ciro Gomes, que havia repudiado o gesto de Gleisi. 

Brasil: na linha de frente da subserviência 

Na primeira quinzena de governo, Bolsonaro já movimentou várias peças para isolar e criminalizar Maduro. Um dos principais gestos foi receber, nesta semana, alguns líderes oposicionistas ao governo venezuelano. Durante o encontro, foi discutido formas de aumentar a pressão sobre Maduro e avaliar quais seriam os próximos passos do Grupo Lima, formado por 14 países latino-americanos (incluindo o Brasil) que não reconhecem o novo mandato presidencial.

Em sua análise semanal, o presidente do PCO também comentou o caso Cesare Battisti e criticou duramente o presidente da Bolívia, Evo Morales, que não atendeu ao pedido de asilo do italiano, extraditando-o direto para a Itália. Para Rui Costa Pimenta, o gesto abriu uma crise até na esquerda boliviana, onde a decisão foi bastante mal vista. "Fez o papel da direita, entregou o Battisti como um presente para a direita do Brasil e da Itália. Isso é uma traição com a causa", avalia.

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