Pimenta: centrais deveriam mobilizar o trabalhador e chamar greve geral

O presidente do PCO, Rui Costa Pimenta, alerta para uma urgente organização da esquerda para resistir contra o que ele classifica como "um governo super perigoso"; em análise à TV 247, ele observa como ponto central a organização das centrais sindicais para fazer o enfrentamento as reformas ultra-liberais do ministro da Economia, Paulo Guedes; "Ao invés de propor diálogo ao governo, os movimentos sindicais deveriam, desde já, dar início a uma grande campanha contra a reforma da previdência, ganhando força para uma greve geral mais à frente", defende; assista

Pimenta: centrais deveriam mobilizar o trabalhador e chamar greve geral
Pimenta: centrais deveriam mobilizar o trabalhador e chamar greve geral

247 - O presidente do Partido da Causa operária (PCO), Rui Costa Pimenta, alerta para uma urgente organização da esquerda para resistir contra o que ele classifica como "um governo super perigoso". Em análise à TV 247, ele observa como ponto central a organização das centrais sindicais para fazer o enfrentamento às reformas ultra-liberais do ministro da Economia, Paulo Guedes. "Ao invés de propor diálogo ao governo, os movimentos sindicais deveriam, desde já, dar início a uma grande campanha contra a reforma da previdência, ganhando força para uma greve geral mais à frente", defende Pimenta. 

Ao analisar a primeira semana do governo, Pimenta ressalta que as ações mais graves de Bolsonaro passam pela pauta econômica e social. "Devemos ficar atentos com reforma da previdência e também aos ataques promovidos contra os trabalhadores da terra", alerta.

Pimenta classifica o governo Bolsonaro como "muito perigoso" e destaca que os setores progressistas não podem "dormir no ponto". "Precisamos organizar a resistência o mais rápido possível", conclama.

Ele observa os primeiros passos de Bolsonaro em relação à economia e acreditada que "sem o Paulo Guedes, o governo se torna inviável". "Todos os governos de extrema-direita possuem um Paulo Guedes, figuras indicadas pelos bancos, que são muito poderosos", expõe.

O presidente do PCO avalia que a perseguição à esquerda será intensa, e que não há nenhuma movimentação brilhante para conter o avanço do fascismo. "Parte do PT e da esquerda estão se adaptando à política do Bolsonarismo", indica. 

Pimenta segue suas críticas aos setores da esquerda. Para ele, as centrais não deveriam abrir um diálogo de negociação com o governo. "A CUT deveria atuar isoladamente e não seguir a Força Sindical na proposta de diálogo com o Bolsonaro. Essa tática é um suicídio político", declara. 

"A centrais deveriam estar mobilizando a classe trabalhadora e propondo uma greve geral, buscando uma campanha intensa contra a reforma da previdência", acrescenta Pimenta. 

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