Pimenta diz que depoimento armado de Léo Pinheiro contra Lula deve ser anulado

“Leo Pinheiro vendeu sua delação e recebeu o pagamento do governo que ajudou a eleger – a nomeação do genro Pedro Guimarães para a presidência da Caixa Econômica Federal”, afirmou o líder do PT na Câmara, Paulo Pimenta

247 - O líder do PT na Câmara, Paulo Pimenta (RS), defendeu nesta segunda-feira (1º/7) a anulação, pelos tribunais superiores, do depoimento do empresário Léo Pinheiro, da construtora OAS, diante dos vazamentos das conversas dos procuradores da Lava Jato que revelaram que o empresário modificou o depoimento sucessivas vezes até que incriminasse o ex-presidente Lula, pavimentando o caminho para tirá-lo das eleições para a Presidência.

“Leo Pinheiro vendeu sua delação e recebeu o pagamento do governo que ajudou a eleger – a nomeação do genro Pedro Guimarães para a presidência da Caixa Econômica Federal”, afirmou o parlamentar;

Segundo Pimenta, outra pessoa com papel central na trama urdida pela operação Lava Jato para condenar Lula sem provas foi o ex-juiz Sérgio Moro, também recompensado pelos seus esforços, com a nomeação para o cargo de ministro da Justiça do governo Bolsonaro, o qual ajudou a eleger.

Pimenta observou que as novas conversas reveladas a partir do conteúdo obtido pelo site The Intercept Brasil e publicadas em parceria com o jornal Folha de S. Paulo no domingo (30) trazem luzes sobre o caso. Para ele, trata-se de um “verdadeiro escândalo”, pois demonstrou-se de forma nítida como procuradores da força-tarefa da Lava Jato tratavam as negociações com advogados da construtora OAS para pactuar um acordo de delação premiada para Léo Pinheiro, ex-presidente da empresa.

“Os trechos das conversas entre procuradores e entre eles e Moro mostram que faziam de tudo para prejudicar Lula, rasgando a Constituição, as leis, em nome de um projeto político que se consolidou com a eleição de um candidato de extrema direita”, disse Pimenta. “E este candidato premiou os dois atores principais da conspiração”, acrescentou o líder.

Um dos aspectos graves de tudo é que a defesa de Lula, antes das revelações do The Intercept, havia encaminhado ao Superior Tribunal de Justiça uma petição questionando a validade do depoimento de Léo Pinheiro, confirmada diante de reclamação em processo trabalhista no qual constam documentos em que ele fez “pagamentos com o objetivo de modular delações”. Esse fato tornou ainda mais passível de descrédito o depoimento prestado por Léo Pinheiro para incriminar Lula, em troca de benefícios. Com as mentiras de Pinheiro, ele conseguiu reduzir sua pena inicial de 16 anos de prisão para 2 anos e meio, com direito a prisão domiciliar e manutenção de sua fortuna.

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