Planilha encontrada pela PF reforça que laranjal abasteceu campanha de Bolsonaro

Documentos apreendidos pela Polícia Federal em Minas Gerais reforçam as suspeitas de que parte do dinheiro do esquema de candidaturas de laranjas do PSL foi desviado e abasteceu, por meio de caixa dois, campanhas, incluindo a campanha presidencial de Jair Bolsonaro

(Foto: Marcos Corrêa/PR)

247 - Notas fiscais da empresa Viu Mídia, que prestou supostamente serviços à campanha do PSL em Minas Gerais, comandado pelo ministroMarcelo Álvaro Antônio, e entregues à Justiça Eleitoral reforçam a suspeita de caixa dois na campanha do partido em 2018, incluindo a campanha de Jair Bolsonaro.

De acordo com reportagem da Folha de S. Paulo, os documentos, que integram a prestação de contas da legenda, corroboram dados de uma planilha apreendida pela PF na sede da empresa e confirmariam que parte do dinheiro do esquema de candidaturas de laranjas foi desviado e abasteceu, por meio de caixa dois, campanhas de outros candidatos da legenda, entre elas a de Jair Bolsonaro

Na semana passada, Bolsonaro desqualificou a Política Federal e o inquérito aberto contra seu ministro do Turismo, afirmando que a PF agiu de 'má-fé' e que houve “exagero” no inquérito e que a intenção não foi atingir o ministro, mas sim o presidente da República."

Segundo a PF, a planilha apreendida na empresa tem oito colunas, entre elas o nome do candidato para o qual o material teria sido realizado, o tipo de material e as quantidades.

No entanto, nas colunas que tratam de valores, há uma intitulada “NF”, interpretada por investigadores como sendo “nota fiscal”, e outra intitulada “out”, que indicaria o pagamento “por fora”. Da planilha, cerca de 70 nomes de candidatos aparecem na coluna “out”.

Ainda de acordo com a Folha, no TSE  constam dez notas fiscais da Viu Mídia entregues pelo PSL que totalizam R$ 48,4 mil. "Esses documentos trazem em seu campo de discriminação materiais e valores que coincidem com os materiais e valores descritos na coluna “NF”", destaca a reportagem.

Por outro lado, não há, nos papéis encaminhados à Justiça, registro dos materiais e valores constantes na coluna “out” da planilha apreendida, reforçando o indicativo de caixa dois.

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