PM abre investigação sobre acesso de atirador às armas do pai

Adolescente de 16 anos de idade usou duas armas de responsabilidade do pai, um revólver de calibre 38 de propriedade privada, e uma pistola .40 pertencente à Polícia Militar

www.brasil247.com - Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio (EEEFM) Primo Bitti
Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio (EEEFM) Primo Bitti (Foto: Reprodução)


Andreia Verdélio, Agência Brasil - A Corregedoria da Polícia Militar do Espírito Santo abriu, hoje (28), procedimento administrativo para apurar as circunstâncias em que o adolescente de 16 anos de idade teve acesso às armas do pai para provocar o ataque em duas escolas no distrito de Coqueiral, em Aracruz, na manhã de sexta-feira (25). Ele é filho de um policial militar e usou duas armas de responsabilidade do pai, um revólver de calibre .38 de propriedade privada, e uma pistola .40 pertencente à Polícia Militar. 

A Polícia Civil também está investigando a conduta ou omissão dos pais sobre a atuação do atirador. Eles serão interrogados hoje. O adolescente foi apreendido e informou à polícia que sempre que tinha oportunidade de ficar sozinho em casa manuseava as armas do pai.

Em entrevista coletiva na manhã desta segunda-feira, as autoridades policiais informaram que as armas estavam escondidas no quarto dos pais do adolescente, uma delas com um cadeado. Após os ataques, o jovem voltou para casa, devolveu as armas para o mesmo lugar e fingiu que nada tinha acontecido até a chegada dos policiais. 

Os ataques ocorreram na Escola Estadual Primo Bitti e no Centro Educacional Praia de Coqueiral, uma escola particular. De acordo com a polícia, o atirador escolheu os locais pela proximidade com a sua casa.

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Durante o atentado o adolescente usava símbolos nazistas. Também foram encontrados conteúdos semelhantes em seu celular. Segundo as investigações, apesar de o atirador ser simpatizante de ideias nazistas, não há confirmação de que fazia parte de qualquer grupo organizado. À polícia, ele disse que planejou o ataque porque sofria bullying. O jovem era considerado introspectivo, fazia tratamento psiquiátrico e psicológico e havia abandonado a escola há 6 meses. 

O secretário de Segurança Pública e Defesa Social do Espírito Santo, Marcio Celante, reforçou que foi um fato isolado e pediu tranquilidade à população. “Nós conseguimos apreender o adolescente que executou o ato criminoso, as investigações estão avançando, pedimos essa tranquilidade à população e confiança nas forças de segurança”, disse. 

Vítimas

Quatro pessoas morreram no ataque, três professoras e uma estudante de 12 anos de idade. Ao todo foram atendidas 16 vítimas, com três mortes nos locais do ataque, duas professoras e a estudante. 

A Secretaria de Saúde do Espírito Santo informou que cinco pessoas permanecem internadas. Elas são atendidos em três instituições hospitalares da rede estadual.

Duas professoras, de 45 e 52 anos, estão em estado grave na UTI do Hospital Estadual Doutor Jayme dos Santos Neves, em Serra. Outra professora, de 58 anos, está sendo atendida em Vitória, no Hospital Estadual de Urgência e Emergência São Lucas. O estado de saúde dela é estável e aguarda melhora de feridas em membro inferior para ser submetida à nova cirurgia. 

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Também na capital capixaba, dois alunos seguem internados no Hospital Estadual Infantil Nossa Senhora da Glória. Segundo a secretaria, um menino de 11 anos que estava em estado grave evoluiu para estável e foi transferido para uma unidade semi-intensiva. Uma menina de 14 anos segue entubada na UTI, e o estado de saúde é muito grave.

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