Pochmann: decisão de Fux pode antecipar a etapa de “governo morto-vivo”

"Operação jurídica para suspender a investigação criminal sobre movimentação financeira do assessor de filho do Bolsonaro pode antecipar a etapa presidencial de "governo morto-vivo" (zumbi), conforme experiência de paralisia evidente nos governos de direita na Inglaterra e EUA", afirmou o economista Márcio Pochmann

Pochmann: decisão de Fux pode antecipar a etapa de “governo morto-vivo”
Pochmann: decisão de Fux pode antecipar a etapa de “governo morto-vivo” (Foto: Guilherme Santos - Sul 21)

247 - O economista Márcio Pochmann alertou para possíveis prejuízos que podem ocorrer no governo Jair Bolsonaro por causa da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Fux de mandar paralisar as investigações feitas pelo Ministério Público do Rio (MP-RJ) sobre Fabrício Queiroz, ex-assessor e ex-motorista do deputado estadual no Rio Flávio Bolsonaro (PSL), eleito senador. Segundo o  Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Queiroz fez uma movimentação atípica de R$ 1,2 milhão entre 2016 e 2017. Fux parou as investigações a pedido do próprio filho do presidente Jair Bolsonaro.

"Operação jurídica para suspender a investigação criminal sobre movimentação financeira do assessor de filho do Bolsonaro pode antecipar a etapa presidencial de "governo morto-vivo" (zumbi), conforme experiência de paralisia evidente nos governos de direita na Inglaterra e EUA", escreveu o economista no Twitter.

O curioso é que a paralisação das investigações foi determinado, após um pedido feito por Flávio Bolsonaro.

Segundo a coluna Painel, "a ação de Flávio para se blindar recorrendo ao foro especial no STF também trincou discursos de juízes e ex-juízes que simpatizam com os Bolsonaro". "Sergio Moro, abril de 2018, tratou o foro como 'um escudo' para corruptos. Um mês antes, Marcelo Bretas disse que a prerrogativa era o que 'segurava a corrupção'", diz o texto.

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