‘Podemos perdoar, mas não esquecer’, diz Bolsonaro sobre Holocausto

Durante encontro com evangélicos, o presidente Jair Bolsonaro contou que visitou o Museu do Holocausto, em Jerusalém, durante a sua visita a Israel, para afirmar que "podemos perdoar, mas não podemos esquecer"; "Quem esquece seu passado está condenado a não ter futuro", completou o presidente que poucos dias antes da sua viagem orientou as Forças Armadas a comemorarem o golpe de 1964

‘Podemos perdoar, mas não esquecer’, diz Bolsonaro sobre Holocausto
‘Podemos perdoar, mas não esquecer’, diz Bolsonaro sobre Holocausto (Foto: Alan Santos/PR)

247 - O presidente Jair Bolsonaro (PSL) disse durante encontro com evangélicos no Rio de Janeiro que é possível "perdoar" o crime dos nazistas contra a humanidade, que resultou na morte de seis milhões de judeus durante a Segunda Guerra Mundial.

Contando sobre a sua visita a Israel, Bolsonaro disse que visitou o Museu do Holocausto, em Jerusalém. "Fui, mais uma vez, no Museu do Holocausto. Nós podemos perdoar, mas não podemos esquecer. E é minha essa frase. Quem esquece seu passado está condenado a não ter futuro. Se não quer repetir a história, que não foi boa, vamos evitar com ações e com atos para que ela realmente não se repita daquela forma", disse o presidente, que recentemente orientou as Forças Armadas a comemorar o golpe de 1964, que instaurou a ditadura no país.

Vale lembrar que durante a viagem citada por Bolsonaro, ele endossou às declarações do seu ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, afirmando que o nazismo foi um movimento político "de esquerda", contrariando a posição majoritária de historiadores no Brasil e no mundo e do próprio Museu do Holocausto, que ensina que o nazismo é um movimento político de extrema direita.

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