Por que jogamos purpurina no Bolsonaro?

"Ao contrário das ideias do Deputado, que são potencialmente letais, jogar purpurina é um ato simbólico, mostrando para Bolsonaro que o projeto de vida da juventude é maior que o seu conservadorismo. Que a luta por sobrevivência das pessoas trans, num país campeão em assassinatos de LGBT’s, pode superar todas as formas de violência. Mostramos com muito brilho que a juventude não será expectadora do recrudescimento do fascismo e do autoritarismo em nosso país"; texto foi divulgado pelo movimento Levante Popular da Juventude, coordenado por Laryssa Sampaio

"Ao contrário das ideias do Deputado, que são potencialmente letais, jogar purpurina é um ato simbólico, mostrando para Bolsonaro que o projeto de vida da juventude é maior que o seu conservadorismo. Que a luta por sobrevivência das pessoas trans, num país campeão em assassinatos de LGBT’s, pode superar todas as formas de violência. Mostramos com muito brilho que a juventude não será expectadora do recrudescimento do fascismo e do autoritarismo em nosso país"; texto foi divulgado pelo movimento Levante Popular da Juventude, coordenado por Laryssa Sampaio
"Ao contrário das ideias do Deputado, que são potencialmente letais, jogar purpurina é um ato simbólico, mostrando para Bolsonaro que o projeto de vida da juventude é maior que o seu conservadorismo. Que a luta por sobrevivência das pessoas trans, num país campeão em assassinatos de LGBT’s, pode superar todas as formas de violência. Mostramos com muito brilho que a juventude não será expectadora do recrudescimento do fascismo e do autoritarismo em nosso país"; texto foi divulgado pelo movimento Levante Popular da Juventude, coordenado por Laryssa Sampaio (Foto: Roberta Namour)
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247 - O movimento Levante Popular, coordenado por Laryssa Sampaio, divulgou um texto nesta terça-feira 26 em que explica o motivo do "purpurinaço" contra o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) em Porto Alegre (RS).

Bolsonaro participava de uma cerimônia que o homenageava na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul quando foi surpreendido com a presença de dezenas de manifestantes que, entre gritos de ordem contra a homofobia, promoveram um 'beijaço'.

Pouco depois, quando o parlamentar concedia uma entrevista, jovens do Levante Popular da Juventude o encobriram com purpurina. Leia abaixo a íntegra do texto divulgado pelo Levante:

Por que jogamos purpurina no Bolsonaro?

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Vivemos num momento em que o ódio e o conservadorismo estão atacando as conquistas do povo brasileiro que procura consolidar a frágil experiência democrática dos últimos 30 anos. As expressões dessa onda reacionária podem ser representadas tanto na figura de Eduardo Cunha, como na de Jair Bolsonaro, deputado federal pelo RJ.

Jair Bolsonaro possui uma trajetória na vida pública e privada digna de asco por qualquer pessoa que defende valores humanitários e democráticos. Militar da reserva, Bolsonaro ingressou teve seu primeiro mandato para deputado federal em 1990, estando atualmente no seu sétimo mandato. Suas posições são implacáveis no que diz respeito ao combate à democracia e aos direitos humanos. É, destacadamente, um defensor do retorno à ditadura militar e contrário aos direitos da juventude, das mulheres, das/os LGBT’s e dos/as negros/as.

Bolsonaro reivindica pra si o título de defensor da família, da moral e dos bons costumes. Contudo, omite que o partido que o elegeu, o PP, tem a maior bancada de deputados indiciados por corrupção na Lava-Jato. Propostas esdrúxulas como, por exemplo, controle da natalidade em famílias pobres, esterilização de moradores de rua, revogação do Estatuto do desarmamento são entoadas por Bolsonaro como se fossem as respostas necessários aos problemas enfrentados pelo povo brasileiro. Em toda a sua trajetória no Congresso Nacional, Bolsonaro teve apenas um projeto de sua autoria aprovado. São 25 anos legislando ou destilando ódio?

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Incentivar agressões contra LGBT’s, agredir moralmente em plenário da Câmara a deputada Maria do Rosário com a seguinte frase: “Só não te estupraria porque você não merece”, afirmar que “mulheres devem ganhar salário menor porque engravidam”, dizer que direitos humanos é coisa de vagabundo e que por isso cortaria todos os recursos destinados a esta área, fazem parte da coleção de aberrações proferidas pelo “Deputado”.

Em tempos de avanço do conservadorismo e na semana de luta pela visibilidade trans o Levante Popular da Juventude optou por fazer o caminho contrário. Mostrou com muita irreverência que contra o ódio nós temos o brilho das lutadoras e dos lutadores do povo brasileiro.

Ao contrário das ideias do Deputado, que são potencialmente letais, jogar purpurina é um ato simbólico, mostrando para Bolsonaro que o projeto de vida da juventude é maior que o seu conservadorismo. Que a luta por sobrevivência das pessoas trans, num país campeão em assassinatos de LGBT’s, pode superar todas as formas de violência. Mostramos com muito brilho que a juventude não será expectadora do recrudescimento do fascismo e do autoritarismo em nosso país.

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Nós LGBTs, mulheres, negros e negras, jovens das periferias, estudantes, queremos mudanças e sabemos que as conquistaremos lutando. Assim como fizemos com Cunha ao atiramos os dólares sobre ele, jogar purpurina em Bolsonaro é combater o projeto de sociedade antidemocrático e conservador. É mostrar que com lutas e irreverência transformaremos a realidade brasileira por um projeto feminista, antirracista, colorido e popular para o Brasil!

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