Preferido pelo clã Bolsonaro para assumir a PGR já foi condenado por aposentadoria irregular

Subprocurador Antônio Carlos Simões Soares, que deverá ser escolhido por Jair Bolsonaro para assumir o comando da PGR, foi condenado pelo TCU por aposentadoria irregular, em 2013, e teve que voltar ao trabalho. Soares foi indicado para o cargo pelo, o senador Flávio Bolsonaro, no que vem sendo visto como uma forma de blindá-lo das investigações sobre um esquema ilegal envolvendo o ex-assessor parlamentar Fabrício Queiroz

247 - O subprocurador Antônio Carlos Simões Soares, que deverá ser escolhido por Jair Bolsonaro para assumir o comando da Procuradoria-Geral da República (PGR), foi condenado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) por aposentadoria irregular, em 2013, e teve que voltar ao trabalho. Soares foi indicado para o cargo pelo, o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), no que vem sendo visto como uma forma de blindá-lo das investigações sobre um esquema ilegal envolvendo o ex-assessor parlamentar Fabrício Queiroz.  

Segundo reportagem do jornal O Globo, o caso envolvendo Soares começou em junho de 2010, quando ele se aposentou do cargo de procurador da República. Após a checagem da papelada, porém, os técnicos do TCU teriam encontrado irregularidades como a inclusão de um tempo de serviço – totalizando nove anos, quatro meses e 15 dias – que ele afirma ter trabalhado como advogado, embora não tenha comprovado o recolhimento das contribuições previdenciárias. Soares também teria tentado incluir até o tempo em que foi como estagiário, totalizando um ano e 11 meses. 

Em 2013, a 2ª Câmara do TCU considerou a aposentadoria de Soares como ilegal e determinou que ele e um outro procurador na mesma situação retornassem ao trabalho imediatamente. Segundo a reportagem, ele retornou ao trabalho em agosto de 2015. 

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