Presidente da Eletrobras diz que dificuldade em aprovar privatização motivou renúncia

Wilson Ferreira Junior foi nomeado durante o governo de Michel Temer, em 2016, levando adiante uma política de demissões e de venda de distribuidoras de energia que restavam na empresa, mas renunciou neste domingo

Presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Júnior
Presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Júnior (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
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247 - Wilson Ferreira Junior, que pediu demissão da presidência da Eletrobras, no domingo, 24, afirmou nesta segunda-feira, 25, que a dificuldade em aprovar a privatização da estatal no Congresso motivou sua saída do cargo. Ele também mencionou assim uma descrença pessoal no avanço do processo.

Ele vai se manter na direção da estatal até o dia 5 de março e ainda não foi definido o seu sucessor. Segundo ele, a privatização da Eletrobras é prioridade de Jair Bolsonaro, mas o governo federal não recebeu apoio suficiente dos parlamentares. 

Junior ainda apontou manifestações de candidatos à presidência da Câmara dos Deputados e do Senado que indicam que o avanço do projeto não é prioritário entre suas pautas.

"Com a reestruturação [da estatal] concluída, o próximo projeto era exatamente a capitalização, que não pôde acontecer nos dois primeiros anos, e que não encontra, na minha avaliação pessoal, essa prioridade dos potenciais candidatos ao Congresso Nacional", disse.

Ele afirmou que, se a privatização não for julgada rapidamente no primeiro semestre desse ano, encontrará dificuldades em ser votado no ano que vem, devido às eleições.

"A minha percepção pessoal é no sentido de que esses projetos mais complexos de privatização ainda têm um certo tabu no Brasil, em que pese todos os benefícios que a gente acompanha", disse.

Ele foi nomeado durante o governo de Michel Temer, em 2016, levando adiante uma política de demissões e de venda de distribuidoras de energia que restavam na empresa.

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