Presidente da WTorre é levado para depor coercitivamente

Juiz federal Sérgio Moro autorizou que o empresário Walter Torre Júnior, presidente da construtora WTorre, fosse conduzido de forma coercitiva para prestar depoimento no âmbito das investigações da Operação Abismo, 31ª fase da Lava Jato; segundo a PF e a Procuradoria-Geral da República, a construtora recebeu R$ 18 milhões em propinas para não participar da licitação das obras do Centro de Pesquisas de Petrobras (Cenpes), que foram tocadas pelo Consórcio Novo Cenpes; proposta foi feita por Léo Pinheiro, OAS, que já é investigado pela Lava Jato

Juiz federal Sérgio Moro autorizou que o empresário Walter Torre Júnior, presidente da construtora WTorre, fosse conduzido de forma coercitiva para prestar depoimento no âmbito das investigações da Operação Abismo, 31ª fase da Lava Jato; segundo a PF e a Procuradoria-Geral da República, a construtora recebeu R$ 18 milhões em propinas para não participar da licitação das obras do Centro de Pesquisas de Petrobras (Cenpes), que foram tocadas pelo Consórcio Novo Cenpes; proposta foi feita por Léo Pinheiro, OAS, que já é investigado pela Lava Jato
Juiz federal Sérgio Moro autorizou que o empresário Walter Torre Júnior, presidente da construtora WTorre, fosse conduzido de forma coercitiva para prestar depoimento no âmbito das investigações da Operação Abismo, 31ª fase da Lava Jato; segundo a PF e a Procuradoria-Geral da República, a construtora recebeu R$ 18 milhões em propinas para não participar da licitação das obras do Centro de Pesquisas de Petrobras (Cenpes), que foram tocadas pelo Consórcio Novo Cenpes; proposta foi feita por Léo Pinheiro, OAS, que já é investigado pela Lava Jato (Foto: Paulo Emílio)

247 - O empresário Walter Torre Júnior, presidente da construtora Wtorre, foi levado por agentes federais para prestar depoimento na Operação Abismo, 31ª fase da Lava Jato. A condução coercitiva de Walter Torre e as buscas na sede da empreiteira foram autorizadas pelo juiz federal Sérgio Moro. Segundo a PF e a Procuradoria- Geral da República, a construtora recebeu R$ 18 milhões em propinas para não participar da licitação das obras do Centro de Pesquisas de Petrobras (Cenpes).

De acordo com as investigações, a WTorre Engenharia e Construção S/A (WTorres) havia presentado uma proposta orçada em R$ 858.366.444,14, cerca de R$ 40 milhões menos que o apresentado na proposta realizada pelo Consórcio Novo Cenpes. "As empresas que formavam o Consórcio Novo Cenpes ofereceram então vantagem indevida de R$ 18 milhões para que a WTorre não aceitasse reduzir seu preço junto à Petrobrás, enquanto, concomitantemente, o Consórcio renegociaria e reduziria o preço para abaixo da proposta da WTorre", destacaram investigadores ligados ao caso.

A proposta de propina teria sido feita a Walter Torre e ao executivo Francisco Geraldo Caçador, pelo então dirigente da construtora OAS José Adelmário Pinheiro Filho, o Léo Pinheiro. "Aceita a propina, a WTorre retirou-se do certame e o Consórcio Novo Cenpes acabou, de fato, negociando com a Petrobras e reduziu sua proposta de preço, para R$ 849.981.400,13, e ficou com o contrato, assinado em 21 de janeiro 2008", asseguram os investigadores.

O Grupo WTorre informou que a empreiteira não participou das obras de ampliação do Cenpes e "que não recebeu ou pagou a agente público ou privado nenhum valor referente a esta ou a qualquer outra obra pública".

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