Presidente do Banco do Brasil fala em privatização

A mais recente declaração do presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, confirma seu DNA privatista; em evento no Rio de Janeiro, o presidente do banco disse estar "convencido" de que é preciso privatizar a instituição; Novaes chegou a afirmar que no Banco do Brasil se sente de mãos atadas; "é como se tivesse bolas de chumbos nas pernas para competir com bancos privados", disse

Presidente do Banco do Brasil fala em privatização
Presidente do Banco do Brasil fala em privatização (Foto: REUTERS/Pilar Olivares)
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Da Rede Brasil Atual - A mais recente declaração do presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, só confirma o que desde o início de sua gestão vem sendo receio dos funcionários do BB, o despreparo de Novaes para assumir um banco público, como ressalta o diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) Wagner Nascimento, em entrevista ao jornalista Rafael Garcia, da Rádio Brasil Atual.

Em evento no Rio de Janeiro na sexta-feira (15), o presidente do banco disse estar "convencido" de que é preciso privatizar a instituição. Novaes chegou a afirmar que no Banco do Brasil se sente de mãos atadas. "É como se tivesse bolas de chumbos nas pernas para competir com bancos privados", ressaltou.

"Uma declaração equivocada, de alguém que chegou agora e não conhece o banco", rebateu Nascimento contestando, por exemplo, que mesmo não sendo da natureza da instituição pública competir com outras instituições, ela é altamente rentável. "Ele (Novaes) esquece que o retorno dado pelo banco, os dividendos pagos aos acionistas e ao próprio governo, isso é revertido em ações e políticas", afirma o bancário e diretor da Contraf-CUT.

Responsável pelo financiamento de projetos de desenvolvimento, como agricultura familiar e até o agronegócio, o Banco do Brasil tem, sendo público, a responsabilidade com funções sociais, algo que poderá ser posto em xeque se for privatizado. "É um banco que não pode ser privatizado, ele tem seu papel na economia do país, não é um banco que está simplesmente concorrendo com um outro para ver quem lucra mais", defende. "A gente estará deixando uma parte da sociedade considerável que precisa desse banco, à mercê de agentes de mercado que vão cobrar muito caro para fazer isso."

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