Principal credencial de Eduardo para embaixada nos EUA é ser filho do presidente, diz ministro

Após o presidente Jair Bolsonaro voltar a defender a indicação do filho, o deputado Eduardo Bolsonaro, para comandar a embaixada do Brasil em Washington, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Jorge Oliveira, afirmou que a “principal” credencial do parlamentar para ocupar o posto diplomático é “obviamente, ser filho do presidente"

(Foto: Najara Araújo/Câmara dos Deputados)

247 - Após o presidente Jair Bolsonaro voltar a defender a indicação de seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), para comandar a embaixada do Brasil em Washington, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Jorge Oliveira, afirmou que a “principal” credencial do parlamentar para ocupar o posto diplomático é “obviamente, ser filho do presidente”. 

“Convivi com ele durante quatro anos. Eduardo é extremamente inteligente, extremamente perspicaz. E ele com uma representação política tem uma força muito grande, teve 1,8 milhão de votos, é filho do atual presidente. E assessoramento técnico todos nós nos valemos, ninguém é obrigado a ter conhecimento pleno de tudo, né? E a gente tem um corpo diplomático extremamente qualificado, temos outros profissionais que podem auxiliá-lo. O principal que eu vejo é o credenciamento que ele teria por ser, obviamente, o filho do presidente”, afirmou Oliveira nesta segunda-feira (15), após um evento na Câmara dos Deputados. 

Mais cedo, Bolsonaro havia afirmado que as críticas da imprensa à indicação de seu filho para ser embaixador em Washington apontam que a iniciativa é “acertada”. “O que eu mais quero é colocar o Brasil no local de destaque no cenário mundial. Por vezes, temos tomado decisões que não agradam a todos. Como a possibilidade de indicar para a embaixada dos Estados Unidos um filho meu, tão criticado pela mídia. Se está sendo criticado, é sinal de que é a pessoa adequada”, disse.

Oliveira disse, ainda, que a indicação não se trata de um caso de nepotismo. “Entendo que não é, porque é um cargo eminentemente político. De fato, como é uma representação permanente, caso isso venha a se concretizar, ele terá que abrir mão do mandato. Mas a Constituição, inclusive, permite que, se fosse uma representação temporária, ele poderia ficar no exercício do mandato. Então isso, de fato, é uma visão que algumas pessoas têm. Eu não entendo”, diss. 

“Acho que o nepotismo veda ou busca vedar, impedir, que pessoas sejam beneficiadas sem ter as condições para ocupar determinados cargos. Mas também um vínculo de paternidade, um vínculo familiar, não pode ser impeditivo para que as pessoas possam desempenhar suas funções”, completou.
 

Ele ponderou que a situação "ainda está muito precoce de se definir" e afirmou que "ainda tem um longo caminho a ser percorrido aí". E disse ainda que Bolsonaro é muito sincero, muito direto nas palavras.
 

Questionado se, diante desse cenário, Eduardo "é a pessoa mais indicada para o cargo hoje", o ministro afirmou que ser o mais adequado ou não "é muito subjetivo". E fez referências veladas, sem citar nomes, a casos de governos passados.
 

- Nós já tivemos em governos anteriores pessoas que ocuparam postos chaves ou importantes como esse que talvez poderiam sofrer esse mesmo tipo de questionamento. É razoável, pertinente o questionamento das pessoas, mas como eu falei: eu entendo o deputado Eduardo Bolsonaro como sendo uma pessoa extremamente inteligente. Eu tenho certeza que, ou como aqui na Câmara, lá ele também faria um excelente trabalho, se isso vier a ser viabilizado.

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