Prisão de operadores de Temer foi fruto de desavenças no STF, diz ministro

Ministro da Justiça, Torquato Jardim, disse que a prisão temporária de amigos e aliados de Michel Temer – apontados como operadores de um esquema de corrupção no setor portuário -, no dia 29 de março, no âmbito da Operação Skala, foi fruto de um "conflito" entre os ministros do STF Luís Roberto Barroso e Gilmar Mendes; "Para mim, houve muito mais um conflito entre ministros do Supremo do que a proteção da demanda jurisdicional", afirmou

Torquato Jardim
Torquato Jardim (Foto: Paulo Emílio)
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247 - O ministro da Justiça, Torquato Jardim, disse que a prisão temporária de amigos e aliados de Michel Temer – apontados como operadores de um esquema de corrupção no setor portuário -, no dia 29 de março, no âmbito da Operação Skala, foi fruto de um "conflito" entre os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso e Gilmar Mendes.

"Para mim, houve muito mais um conflito entre ministros do Supremo do que a proteção da demanda jurisdicional", disse Jardim em entrevista ao Blog do jornalista Josias de Souza. Dentre os presos na operação estavam o advogado José Yunes e o ex-coronel João Baptista Lima Filho, amigos de Temer que são acusados de agir como operadores do esquema.

"Se a condução coercitiva de testemunhas para depor estava suspensa no Brasil por liminar do ministro Gilmar Mendes, o substitutivo da condução coercitiva não é a prisão. [...] Até porque, no caso de quase todos os que foram levados, à exceção de um [o coronel Lima], eles sempre depuseram quando convocados. Eles já haviam tido seus escritórios submetidos a busca e apreensão. Já haviam entregue os documentos necessários. Então, para compensar-se o menos, foi-se ao mais, que se revelou um exagero. Aí, sim, há um abuso de direitos individuais, uma quebra do Estado democrático de Direito", afirmou o ministro.

Leia a íntegra da matéria no Blog do Josias de Souza.

 

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