Procurador da Lava Jato vê fim da guerra à corrupção

O procurador regional da República Carlos Fernando dos Santos Lima, da força-tarefa da Operação Lava-Jato em Curitiba, considera que a Câmara vencerá "pelo cansaço" as batalhas para aprovação de uma legislação que enfraqueça o combate à corrupção no Brasil; para ele, o fim do combate à corrupção se dará pela adoção de emendas e de substitutivos ao projeto das 10 Medidas Contra a Corrupção, como a que foi aprovada na madrugada desta quarta e prevê a responsabilização de membros do judiciário e do Ministério Público por abuso de autoridade

Carlos Fernando dos Santos Lima,procurador regional em Curitiba
Carlos Fernando dos Santos Lima,procurador regional em Curitiba (Foto: Giuliana Miranda)

247 - O procurador regional da República Carlos Fernando dos Santos Lima, da força-tarefa da Operação Lava-Jato em Curitiba, considera que a Câmara vencerá "pelo cansaço" as batalhas para aprovação de uma legislação que enfraqueça o combate à corrupção no Brasil. Para ele, o fim do combate à corrupção se dará pela adoção de emendas e de substitutivos ao projeto das 10 Medidas Contra a Corrupção, como a que foi aprovada na madrugada desta quarta e prevê a responsabilização de membros do judiciário e do Ministério Público por abuso de autoridade. 

As informações são do Valor.

"Estamos tentando alertar a sociedade sobre isso [o cerceamento do combate à corrupção], mas não temos como nos mobilizar todas as semanas na imprensa ou nas redes sociais. Não temos como chamar a atenção da população diariamente. E toda semana aparece um novo projeto [de lei]. Me parece uma briga que os deputados vão ganhar, nem que seja pelo cansaço".

"Está se criando uma lei que vai desincentivar qualquer tentativa de combater a corrupção. E é claramente essa a intenção dos deputados", diz Lima.

Na opinião do procurador, um dos investigadores responsáveis por desvelar o esquema bilionário de corrupção e desvios da Petrobras, o que os parlamentares brasileiros estão tentando aprovar é ainda mais grave do que foi feito na Itália dos anos 90, quando os Poderes Executivo e Legislativo daquele país se mobilizaram na aprovação de leis que pulverizaram a Operação Mãos Limpas e tornaram quase inócuas as atuações de promotores de Justiça e de magistrados."

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