PSDB convoca convenção para enxotar Aécio

Em meio a mais uma crise interna, o presidente interino do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE),  divulgou neste fim de semana a convocação as convenções para a eleição de nova direção e a escolha dos candidatos do partido às eleições de 2018; a manobra de Tasso, que no fim de semana conseguiu apoio de uma parte importante do tucanato, pode servir para enxotar de vez Aécio Neves do comando da legenda; Aécio está licenciado do cargo de presidente do PSDB desde maio, quando veio à tona o escândalo da JBS; o senador mineiro é acusado de receber R$ 2 milhões em propinas da empresa; ação controlada da Polícia Federal filmou a entrega do dinheiro a Fred Pacheco, primo de Aécio

tasso aecio
tasso aecio (Foto: Giuliana Miranda)

247 - Em meio a forte crise, o PSDB publicou neste fim de semana resolução convocando as convenções para a eleição de nova direção e a escolha dos candidatos do partido às eleições de 2018. A indicação do nome para a Presidência da República será em 9 de dezembro. Se houver mais de um candidato - o partido hoje está entre Geraldo Alckmin e João Doria, governador e prefeito de São Paulo, respectivamente - serão realizadas prévias em fevereiro de 2018.

Dificilmente o senador Aécio Neves (PSDB-MG), presidente licenciado do partido, e Tasso Jereissati (PSDB-CE), presidente interino, devem continuar à frente do PSDB. Não há registro na história dos tucanos de presidentes "contestados" no cargo. O próprio Tasso pode não ficar até dezembro, pois uma ala influente do partido considera que ele está "provocando" as alas da legenda que não pensam como ele.

A convenção de dezembro é uma vitória de Alckmin, que espera eleger um presidente aliado na convenção. Os tucanos deram a largada à sucessão presidencial num momento crítico, quando o senador Aécio Neves (PSDB-MG) articula a sua volta à presidência do partido, aproveitando-se de um momento de fragilidade de Tasso Jereissati (PSDB-CE). Tasso é o responsável pelo programa partidário, criticado pela maioria, no qual o PSDB reconhece ter cometido erros e condena o presidencialismo de "cooptação".

A reação foi imediata e em geral contrária a Tasso. A avaliação no PSDB é que o senador teria dado um tiro no próprio pé e auxiliado o PT - este sim responsável pela ruína econômica do país. Mas no fim de semana Tasso conseguiu mais apoios e pode não ser tão simples como parecia, na última semana, Aécio tirá-lo da presidência do PSDB.

As informações são de reportagem de Raymundo Costa e Marcelo Ribeiro no Valor

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