'PSDB nunca teve Código de Ética', confessa Alckmin

O tucano Geraldo Alckmin, presidente nacional do PSDB, admitiu que o atual estatuto da legenda está "defasado" e confessou que o partido nunca teve um código de ética; ele disse: "vamos fazer uma profunda mudança no estatuto e aprovar o 1.° código de ética do PSDB"; o tema 'ética' pautou a reunião da cúpula do partido, realizada quarta-feira, 20, em Brasília; dirigentes tucanos arquivaram todos os pedidos de expulsão de tucanos que haviam sido protocolados por infidelidade partidária

'PSDB nunca teve Código de Ética', confessa Alckmin
'PSDB nunca teve Código de Ética', confessa Alckmin (Foto: REUTERS/Paulo Whitaker)

247 - O tucano Geraldo Alckmin, presidente nacional do PSDB, admitiu que o atual estatuto da legenda está "defasado" e confessou que o partido nunca teve um código de ética. Ele disse: "vamos fazer uma profunda mudança no estatuto e aprovar o 1.° código de ética do PSDB". O tema 'ética' pautou a reunião da cúpula do partido, realizada quarta-feira, 20, em Brasília. Dirigentes tucanos arquivaram todos os pedidos de expulsão de tucanos que haviam sido protocolados por infidelidade partidária.

A reportagem do jornal O Estado de S. Paulo informa que "a medida beneficiou também o ex-senador e deputado federal Aécio Neves (MG), que teve seu pedido de expulsão suspenso. Ele é réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por um suposto esquema de corrupção e lavagem de dinheiro em Furnas, além de investigado pelo Ministério Público Federal por ter pedido empréstimo ao empresário Joesley Batista, da JBS."

Alckim disse: "o estatuto do partido prevê expulsão em caso de improbidade administrativa transitado em julgado, mas nunca o PSDB teve um Código de Ética. Hoje, porém, você pode prender alguém após o julgamento em segunda instância. Então, o estatuto está defasado."

Segundo o jornal, "a representação pedindo a expulsão de Aécio do PSDB foi protocolada na executiva pelo deputado Wherles Fernandes da Rocha (AC), sob alegação de quebra de decoro parlamentar por parte do então senador. No pedido, Rocha afirma que, após Aécio ter sido obrigado a se licenciar da presidência do PSDB, em 2017 – na esteira do escândalo envolvendo a divulgação da gravação da conversa com Joesley Batista –, houve perseguição àqueles que pediram o seu afastamento."

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