Psol: Villas Bôas agiu como indutor da violência entre os brasileiros

O Psol, presidido por Juliano Medeiros, repudiou à declaração do chefe do Exército, general Eduardo Villas Bôas, que disse "compartilhar o anseio de todos os cidadãos de bem de repúdio à impunidade", às vésperas do julgamento do Habeas Corpus do ex-presidente Lula; "Em tom inaceitável, o comandante das Forças Armadas sugere veladamente que o Exército poderia agir a depender do resultado"; "Dessa forma, o General age como 'indutor' da violência entre os brasileiros, incentivando os mais desequilibrados a se insurgir contra a Constituição brasileira"

Psol: Villas Bôas agiu como indutor da violência entre os brasileiros
Psol: Villas Bôas agiu como indutor da violência entre os brasileiros (Foto: Divulgação - Reprodução)

247 - O Psol divulgou uma nota em repúdio à declaração do comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, que disse "compartilhar o anseio de todos os cidadãos de bem de repúdio à impunidade e de respeito à Constituição, à paz social e à Democracia, bem como se mantém atento às suas missões institucionais". 

De acordo com o partido, "em tom inaceitável, o comandante das Forças Armadas sugere veladamente que o Exército poderia agir a depender do resultado do julgamento do Habeas Corpus do ex-presidente Lula. Dessa forma, o General age como 'indutor' da violência entre os brasileiros, incentivando os mais desequilibrados a se insurgir contra a Constituição brasileira".

"Nesta terça-feira (03), o general da reserva Luís Gonzaga Schroeder Lessa já havia incentivado a violência entre os brasileiros. Na semana passada, o ex-oficial afirmou que 'Vai ter derramamento de sangue, infelizmente é isso que a gente receia.' Disse ainda que essa crise 'vai ser resolvida a bala'", reforçou a legenda.

A sigla afirma que "o Brasil está sobressaltado com o assassinato da vereadora Marielle Franco, do PSOL, que desfaz a ideia de que a intervenção militar no Rio de Janeiro teria vindo para solucionar a violência. Soma-se a isso os atentados a bala contra a comitiva de Lula, no Sul do país. O quadro é de uma escalada de violência política inédita desde a redemocratização. A declarações do General Villas-Boas só agravam esse cenário".

"Bandos de extrema-direita – incentivados por figuras do mundo político e agora das Forças Armadas – ameaçam as liberdades democráticas. O Brasil só vencerá a profunda crise em que se encontra com mais democracia e coibindo ameaças intolerantes e desequilibradas como as aqui mencionadas. Não abriremos mão dos direitos democráticos e da necessidade premente da união de todos os setores progressistas e democráticos em uma frente contra a violência, o fascismo e a escalada autoritária".

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