PT busca sucessor de Rui Falcão e tenta ‘renovar agenda’

O PT passa por um processo de reformulação e busca um substituto para o comando da legenda, além de debater uma "nova agenda programática"; segundo representantes de várias correntes internas do partido, como os deputados Paulo Teixeira, José Guimarães e Afonso Florence, não há consenso sobre se o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deva assumir a presidência da legenda, posição defendida pelo atual presidente, Rui Falcão; maioria defende "renovação"

Sao Paulo 30/09/2015 Ex-Presidente Lula se reune com a executiva Nacional do Partido dos Trabalhadores para debater a conjuntura Nacional e a mobilização do PT. Foto: Ricardo Stuckert/ Instituto Lula
Sao Paulo 30/09/2015 Ex-Presidente Lula se reune com a executiva Nacional do Partido dos Trabalhadores para debater a conjuntura Nacional e a mobilização do PT. Foto: Ricardo Stuckert/ Instituto Lula (Foto: Aquiles Lins)

247 - O PT passa por um processo de reformulação e busca um substituto para o comando da legenda, além de debater uma "nova agenda programática". Segundo representantes de várias correntes internas do partido, ouvidos em reportagem de Felipe Matoso, do G1, não há consenso sobre se o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deva assumir a presidência da legenda, posição defendida pelo atual presidente, Rui Falcão. 

O deputado Paulo Teixeira (SP), um dos cinco vice-presidentes do PT, da corrente Mensagem ao Partido, por exemplo, avalia que as investigações sobre Lula não são um "impeditivo" para que o ex-presidente assuma o comando do PT, mas acredita que a sigla deva passar por uma "refundação", envolvendo também a "atualização da agenda".

"Eu acho que esses aspectos [processos] não são impeditivos. Ele [Lula] tem toda condição de assumir o PT, mas, talvez, seja melhor para o próprio Lula ficar solto para desempenhar suas tarefas políticas. Esse negócio das acusações contra ele são, na verdade, uma narrativa política e, por isso, acho que não são impeditivas. Mas é preciso buscar um nome que renove e unifique o partido", afirmou o deputado.

Posição semelhante defende o deputado José Guimarães (CE), também vice-presidente do PT, da corrente Construindo um Novo Brasil (CNB). "Se o Lula quiser [assumir como presidente do PT], ele tem todas as condições, mas acho que há outros nomes. Claro que, se ele desejar, se ele avaliar que vai ser bom para o partido, tudo bem, não tenho objeção nenhuma. Mas há outros nomes e o Lula será sempre o Lula. Mas eu prefiro a renovação. Que tal apostarmos em outros nomes? O Jaques Wagner está aí, por exemplo", declarou Guimarães.

Para o líder do PT na Câmara, Afonso Florence, da corrente Democracia Socialista, o "tema central" do partido deve ser a "renovação" em 2017 porque. "Ele [Lula] pode assumir todos os cargos em que isso for possível, ele foi o melhor presidente da história. Mas o tema central é: quais são as tarefas do momento? O PT precisa ver é isso. O PT precisa viver um momento de atualizar seu programa, atualizar sua agenda para o país, se renovar", disse o líder.

Já o deputado Arlindo Chinaglia, corrente Movimento PT, defende o amadurecimento do debate. "Eu não estou defendendo o nome dele [Lula] ao dizer isso, mas a pergunta que o PT deve se fazer é: 'Se o Lula assumir, qual o peso que ele dará ao PT?'. Quando alguém fala que o Lula, se quiser, pode assumir, mas não deve, está querendo encontrar uma forma de dar um tapa e esconder a mão. Parece um debate que ainda está verde", concluiu.

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