Quase metade do Senado rejeita indicação de Eduardo Bolsonaro como embaixador nos EUA

Começa a tramitar no Legislatvo uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição), que já conta com o apoio de quase metade dos membros do Senado, que pode inviabilizar a nomeação de Eduardo Bolsonaro por seu pai para o cargo de embaixador do Brasil nos Estados Unidos

Trump, Eduardo e Jair Bolsonaro
Trump, Eduardo e Jair Bolsonaro (Foto: Reprodução)

247 - Começa a tramitar no Senado uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição), que já conta com o apoio de quase metade dos membros da casa, que pode inviabilizar a nomeação de Eduardo Bolsonaro por seu pai para o cargo de embaixador do Brasil nos Estados Unidos.   

Um total de 40 dos 81 senadores assinaram a PEC que veda a prática de nepotismo na administração pública. 

Sua aprovação impediria a nomeação de Eduardo Bolsonaro como embaixador, proposta por seu pai, o ocupante do Palácio do Planalto.   

A PEC é de autoria do senador Styvenson Valentim (PODE-RN) e reflete a insatisfação nos meios políticos com a proposta nepotista de Bolsonaro, insatisfação que atinge até mesmo aliados do governo.     

Reportagem do jornalista Daniel Carvalho na Folha de S.Paulo ressalta que o número é simbólico porque, para que o nome de Eduardo seja aprovado, é preciso ter voto favorável de metade mais um dos presentes em plenário. 

Ou seja, com todos os senadores presentes e votando, seriam necessários 41 votos favoráveis.  

O líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), disse na terça-feira (6) que, depois de conversar com seu filho nesta quarta, Bolsonaro deve decidir sobre oficializar a indicação.  

A PEC protocolada nesta terça-feira (6) estabelece que é vedada a nomeação para cargo em comissão ou a designação para função de confiança, no âmbito do mesmo órgão, ou, no caso da administração indireta, da mesma entidade, de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau.

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