Quase um quarto dos jovens brasileiros não estuda nem trabalha

Quase um quarto dos jovens brasileiros (23%) nem estuda nem trabalha, sde acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD contínua) sobre educação, em referência ao ano passado. O percentual é ainda mais alto na faixa etária que vai dos 18 aos 24 anos, idade em que, teoricamente, deveriam estar na universidade, chegando a 27,7%

Quase um quarto dos jovens brasileiros não estuda nem trabalha
Quase um quarto dos jovens brasileiros não estuda nem trabalha (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

247 - Quase um quarto dos jovens brasileiros (23%) nem estuda nem trabalha, sde acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD contínua) sobre educação, divulgada na manhã desta quarta-feira (19), em referência ao ano passado. O percentual é ainda mais alto na faixa etária que vai dos 18 aos 24 anos, idade em que, teoricamente, deveriam estar na universidade, chegando a 27,7%.

O levantamento também apontou que o Brasil tem 47,3 milhões de jovens, de 15 a 29 anos de idade. Do total, 13,5% estavam ocupados e estudando; 28,6% não estavam ocupados, mas estudavam; e 34,9% estavam ocupados e não estudavam.

 "Mas não chamem esses jovens de 'nem, nem'", pediu a pesquisadora Marina Aguas, analista da Coordenação de Trabalho e Rendimento (Coren) do IBGE, responsável pela apresentação da pesquisa. "O fato de nem estarem estudando, nem trabalhando não significa que sejam inúteis. Uma grande parte das mulheres, por exemplo, está ocupada com o trabalho doméstico, com o cuidado de idosos e crianças. Há questões de gênero importantes por trás dessa estatística". Seu relato foi publicado no jornal O Estado de S.Paulo.

"É importante ressaltar que elevar a instrução e a qualificação dos jovens é uma forma de combater a expressiva desigualdade educacional do país", sustenta a pesquisa. "Além disso, especialmente em um contexto econômico desfavorável, elevar a escolaridade dos jovens e ampliar sua qualificação pode facilitar a inserção no mercado de trabalho, reduzir empregos de baixa qualidade e a alta rotatividade."

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