Racha na base: Maia critica ‘desrespeito de Temer com as pessoas mais pobres’

Especulado para disputar a presidência da República, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), criticou a decisão do governo de suspender os empréstimos da Caixa para estados e municípios; "Faltou ao governo do Michel essa preocupação do dia seguinte. Suspender investimentos na área de saneamento é um desrespeito com as pessoas mais pobres", disse Maia

Especulado para disputar a presidência da República, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), criticou a decisão do governo de suspender os empréstimos da Caixa para estados e municípios; "Faltou ao governo do Michel essa preocupação do dia seguinte. Suspender investimentos na área de saneamento é um desrespeito com as pessoas mais pobres", disse Maia
Especulado para disputar a presidência da República, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), criticou a decisão do governo de suspender os empréstimos da Caixa para estados e municípios; "Faltou ao governo do Michel essa preocupação do dia seguinte. Suspender investimentos na área de saneamento é um desrespeito com as pessoas mais pobres", disse Maia (Foto: Leonardo Lucena)

247 - O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), criticou nesta quarta-feira (31) a decisão do governo de suspender os empréstimos da Caixa para estados e municípios sem "preparar o dia seguinte".

"Eu entendo a necessidade de se reorganizar a Caixa, mas o que vai colocar no lugar? É preciso se preocupar com o impacto na vida das pessoas no dia seguinte. Faltou ao governo do Michel essa preocupação do dia seguinte. Suspender investimentos na área de saneamento é um desrespeito com as pessoas mais pobres", disse Maia, que participou de evento na Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais (Abrig).

"Na hora que suspende a gente tem que dizer para a sociedade, para a pessoa mais simples que o filho dela vai continuar no valão do esgoto", acrescentou o parlamentar, especulado para disputar a presidência da República.

Na sexta-feira (26), a Caixa anunciou a suspensão provisória dos repasses devido após aprovar o novo plano de capitalização, que descartou o uso de dinheiro que seria emprestados pelo Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Maia fez um paralelo da sua posição com o aumento no preço da gasolina. "A decisão correta de caminhar para o preço internacional do gás gerou impacto na vida das pessoas. As pessoas têm coração, estão desempregadas, pagam conta. Na hora que você pega um produto tem que se compensar essa parte da sociedade. Isso falta muitas vezes para a tecnocracia. Não desse governo, mas de todos", acrescentou.

Base aliada, economia e rejeição

A declaração de Maia revela a dificuldade do governo de Michel Temer em manter base governista coesa. O emedebista recorreu à compra de votos para se livrar das denúncias de corrupção passiva, organização criminosa e obstrução judicial, e aprovar a reforma trabalhista. 

Além de ferir duramente os direitos dos trabalhadores, Temer não conseguiu retomar o crescimento econômico. O número de desocupados no País aumentou em 1,47 milhão de pessoas de 2016 para 2017, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – Contínua (Pnad Contínua), divulgada hoje (31) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O total de desempregados passou de 11,76 milhões na média de 2016 para 13,23 milhões em 2017, o que representa uma alta de 12,5%.

Outro dado também não anima Temer. Pesquisa Datafolha divulgada nesta quarta-feira (31) aponta que 70% dos brasileiros consideram a sua gestão ruim ou péssima. O goveerno do emedebista é aprovado apenas 6% da população. Outros 22% consideram a sua administração como regular.

 

 

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