Raduan Nassar: se STF não se acovardar, Lula será candidato em 2022

O escritor Raduan Nassar ainda ressaltou a desmoralização da Lava Jato e destacou que foi uma operação, com interferência dos Estados Unidos, para destruir a soberania nacional

Raduan Nassar com Fernando Morais
Raduan Nassar com Fernando Morais (Foto: Foto: Ricardo Stuckert)
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247 - Considerado por muitos o maior escritor brasileiro vivo, Raduan Nassar concedeu uma entrevista à Folha de S.Paulo, publicada neste domingo (21), na qual, entre outros temas, fala de política e da situação do Braisl. 

Nassar defendeu a candidatura de Lula em 2022. Segundo ele, “se o STF não se acovardar, é bem provável que Lula venha a se candidatar nas próximas eleições”. Ele defende, diante das revelações da Vaza Jato, que o ex-presidente petista tenha seus direitos restituídos.

“O primeiro nome é sempre o de Lula, alguém com estatura de estadista. Caso seu nome, por razões espúrias, seja barrado novamente pelos militares, [Fernando] Haddad e [Flávio] Dino são nomes íntegros”, afirmou.

O escritor ainda ressaltou a desmoralização da Lava Jato e destacou que foi uma operação, com interferência dos Estados Unidos, para destruir a soberania nacional. “Para quem acompanha a geopolítica mundial nas últimas décadas não é difícil a leitura sobre o modo como os EUA agem para garantir o domínio sobre os seus ‘quintais’ pelo mundo”, destacou.

“Estava claro ainda que, sob a aura de ‘heróis’, que a Lava Jato operava a favor de interesses internacionais, com a conivência de parte do Judiciário, o que se comprova com a revelação das mensagens trocadas entre aquele grupo de Curitiba”, afirmou.

“Alguns fatos não podem ser esquecidos, todo o prejuízo para nossa indústria, para a educação, saúde, ciência e economia, precisa ser colocado na conta do chamado ‘Tucanistão’. O PSDB de Aécio, de Serra e de FHC —este último não podia ser melindrado, segundo o marreco de Maringá— não admitiu a derrota nas urnas, foi partícipe do golpe, da entrega do pré-sal, ajudou a eleger Bolsonaro com o voto do BolsoDoria, e vota fechadinho com a agenda do presidente genocida e de seu ministro ‘Posto Ipiranga’”, disse ainda.

“Alguém se esquece do então ministro da Justiça, enfiado num governo de cor laranja, cheio de rachaduras e ‘rachadinhas’, se referindo ao crime de caixa dois de Onyx Lorenzoni? Segundo Moro, ‘ele pediu desculpas’”, acrescentou.

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