Raquel defende que multa bilionária da Petrobrás seja destinada à União

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, defendeu em reunião com integrantes da força-tarefa Lava Jato, que a multa bilionária da ação em que a Petrobrás foi condenada no exterior seja destinada à União; de acordo com a chefe do MPF, o órgão não deve fazer parte da gestão de parte dos R$ 2,5 bilhões que a estatal vai pagar em multas

Raquel defende que multa bilionária da Petrobrás seja destinada à União
Raquel defende que multa bilionária da Petrobrás seja destinada à União (Foto: Antonio Cruz - ABR)
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247 - A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, defendeu, nesta segunda-feira, 22, em reunião com integrantes da força-tarefa Lava Jato, que a multa bilionária da ação em que a Petrobrás foi condenada no exterior seja destinada à União. De acordo com a chefe do Ministério Público Federal, o órgão não deve fazer parte da gestão de parte dos R$ 2,5 bilhões que a estatal vai pagar em multas. O valor representa 80% das penalidades definidas no acordo celebrado pela companhia com autoridades dos Estados Unidos, divulgado em setembro de 2018. Pelo termo o dinheiro seria administrado pelo Ministério Público Federal (MPF-PR).

A procuradora moveu uma ação contra o fundo, acolhida liminarmente pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. Raquel reafirmou "sua compreensão de que a Petrobras foi vítima de esquema de corrupção de verbas públicas".

"Também disse que atua de modo a atender ao acordo Petrobras/EUA para que a verba devolvida ao Brasil não retorne direta ou indiretamente à empresa", afirmou. Os relatos foram publicados no Blog do Fausto Macedo

De acordo com a chefe da PGR, "a gestão desta verba não pode ser feita com a participação do MPF, cuja missão constitucional é enfrentar a corrupção, promover a reparação do dano causado por infrações e a destinação de verbas no interesse público".

 

 

 

 

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