Raquel Dodge pede condenação de líder do governo no Congresso

O líder do governo no Congresso Nacional, o deputado federal André Moura (PSC-SE), é acusado de ter desviado dinheiro da cidade de Pirambu, em Sergipe, onde já foi prefeito; segundo a procuradora Raquel Dodge, o congressista cometeu crimes de responsabilidade e de associação criminosa, entre 2005 e 2007, quando já tinha deixado a prefeitura, que passou a ser administrada por um aliado, Juarez Batista dos Santos; ele disse que Moura prosseguia como prefeito "de fato", indicando os secretários municipais

Raquel Dodge pede condenação de líder do governo no Congresso
Raquel Dodge pede condenação de líder do governo no Congresso (Foto: Esq.: José Cruz-ABR / Dir.: Gilmar Felix-Câmara)

247 - A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu a condenação do líder do governo no Congresso Nacional, o deputado federal André Moura (PSC-SE), em três ações penais em que ele é réu no Supremo Tribunal Federal (STF). O parlamentar é acusado de ter desviado dinheiro da cidade de Pirambu, em Sergipe, onde já foi prefeito. Dodge também pediu que ele devolva o triplo dos valores desviados.

Segundo a procuradora, o congressista cometeu crimes de responsabilidade e de associação criminosa, entre 2005 e 2007, quando já tinha deixado a prefeitura, que passou a ser administrada por um aliado, Juarez Batista dos Santos. Em depoimento, ele disse que Moura prosseguia como prefeito "de fato", indicando os secretários municipais. Apenas em 2006, Moura teria exigido repasse de R$ 1 milhão.

“Com a conivência de Juarez Batista dos Santos, André Luiz Dantas Ferreira (nome verdadeiro de André Moura) continuou a ter poder de decisão na prefeitura, definindo as pessoas que seriam nomeadas secretários municipais, e utilizando a máquina administrativa em favor de seus interesses políticos e pessoais”, disse Raquel Dodge.

O ministro do STF Gilmar mendes é relator dos três processos envolvendo o deputado, que serão analisados pela Segunda Turma do STF, formada também pelos ministros Edson Fachin, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Celso de Mello. Não há previsão de quando o julgamento ocorrerá.

 

 

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