Recriação da CPMF pode agravar crise, diz Renan

"Tenho muita preocupação com criação de imposto. Não dá mais. É preciso retomar o crescimento da economia e essa Agenda Brasil se dispõe a isso: criar condições para que o Brasil estabilize a economia e volte a crescer", afirmou o presidente do Senado a jornalistas nesta manhã, quando questionado sobre a fato de que o governo estuda voltar com a cobrança do tributo em 2016

renan calheiros
renan calheiros (Foto: Gisele Federicce)

Agência Senado - A notícia de que o governo estuda a recriação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) não agradou ao presidente do Senado, Renan Calheiros. Indagado, na manhã desta quinta-feira (27), sobre essa possibilidade, ele afirmou que se preocupa muito com a criação de novos tributos, principalmente num momento de crise econômica.

- Tenho muita preocupação com criação de imposto. Não dá mais. É preciso retomar o crescimento da economia e essa Agenda Brasil se dispõe a isso: criar condições para que o Brasil estabilize a economia e volte a crescer - afirmou em rápida entrevista a jornalistas.

Segundo Renan, depois que o Brasil voltar a crescer, é possível se pensar em aumentar a carga tributária, mas fazer isso durante um período de retração econômica "não é boa prática".

- Acho isso muito ruim para o Brasil e certamente vai agravar a crise - afirmou.

Imposto do cheque

A Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira começou a vigorar em 1997 e foi extinta em 2007. Agora, conforme noticiou a imprensa, pressionado pela queda de arrecadação e com necessidade de novas fontes de receita, o governo estuda retomar a cobrança do tributo e analisa a possibilidade de dividir a arrecadação com estados e municípios.

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