'Reforma dificilmente será aprovada nestes moldes', diz Dino

Governador do Maranhão, Flávio Dino, disse que apesar da reforma da Previdência ser considerada "uma necessidade" dificilmente ela será aprovada nos moldes do projeto apresentado pelo governo Jair Bolsonaro; "Queremos dialogar. Porém, não nesses termos. Não podemos imaginar que seja razoável retirar R$ 1 trilhão dos diretos do mais pobres. Com isso, não concordamos", afirmou

'Reforma dificilmente será aprovada nestes moldes', diz Dino
'Reforma dificilmente será aprovada nestes moldes', diz Dino

247 - Para o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), apesar da reforma da Previdência ser considerada "uma necessidade" dificilmente ela será aprovada nos moldes contidos no projeto apresentado pelo governo Jair Bolsonaro ao Congresso Nacional. "Há consenso em relação isso. Precisamos de novas regras Previdenciárias. Concordamos com isso. Queremos dialogar. Porém, não nesses termos. Não podemos imaginar que seja razoável retirar R$ 1 trilhão dos diretos do mais pobres. Com isso, não concordamos", disse Dino em entrevista ao Poder360.

Segundo o governador, é necessário que seja retirado do projeto de reforma previdenciária "um conjunto de excessos antissociais e anti-populares". Dentre os pontos citados por ele estão as mudanças na aposentadoria rural, no Benefício de Prestação Continuada (BPC), além do regime de capitalização. Segundo ele, somente assim será possível estabelecer um diálogo obre o assunto com a oposição.

Dino também criticou o governo federal por tentar vincular a criação de um novo pacto federativo em troca de apoio dos governadores à reforma da Previdência. "Alguns pensam que a pauta federativa só pode andar se a reforma da Previdência andar primeiro. Nós não consideramos isso. Não é um favor do governo federal com os Estados, é uma dívida. O governo federal deve aos Estados e nós queremos que pague", disse Dino.

Para ele, "o ideal, do ponto de vista constitucional e político, é que estejamos todos juntos dentro de uma proposta que seja razoável. A atual não é. Uma proposta razoável que a Comissão Especial da Câmara construa".

 

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