Relatório sobre violência e assassinato de pessoas trans em 2020 será lançado sexta-feira na TV 247

247 - O relatório anual da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA) sobre violência e assassinatos de pessoas trans/travesti, com os dados de 2020 será lançado mundialmente nesta sexta-feira (29) no programa Giro da 11, da pós-TV 247. Lançado anualmente, o relatório repercute internacionalmente, especialmente nas mídias dos Estados Unidos e Europa. 

O lançamento será feito no quadro Sextou com Sara, a partir de 12h15.Ancorado por Mauro Lopes, o quadro no Giro terá, nesta sexta, a participação de Symmy Larrat (ABGLBT), Keila Simpsom (presidenta da ANTRA), Bruna Benevides (secretária de Articulação Política da ANTRA), responsável pelo relatório, Sayonara Nogueira (IBTE) e a própria Sara York.

A data escolhida não é coincidência. Desde 2004, 29 de janeiro é o Dia Nacional da Visibilidade Trans no Brasil.

Os dados do relatório da ANTRA são apresentados anualmente e além de denunciarem a violência contra pessoas trans/travestis, explicitam a necessidade de políticas públicas focadas no enfrentamento da transfobia e consequentemente a redução de violencias que vão de discriminação a homicídios contra pessoas trans, traçando um perfil sobre quem seriam estas pessoas que estão sendo assassinadas a partir dos marcadores sociais da diferença (seja de idade, classe e contexto social, raça e/ou gênero) a partir de métodos utilizados na coleta, além de outros fatores que colocam essa população como o principal grupo vitimado pelas mortes violentas intencionais no Brasil.

Segundo Bruna Benevides, “nessa quarta edição em que lançamos a pesquisa sobre a violência e o assassinato contra travestis, mulheres e homens trans, pessoas transmasculinas e demais pessoas trans brasileiras, apresentaremos um panorama ampliado sobre os impactos das transfobias no cenário em que vemos um retrocesso nas políticas de gênero e de direitos humanos, falta de ações pró LGBTI e ataques de membros do governo contra pessoas LGBTI+, inclusive na esfera internacional. Os dados produzidos em parceria com o IBTE, representam um marco na luta antitransfobia, em especial a letal, no país e no mundo, tendo sido traduzido e acessado em mais de 30 países. Iremos levantar a discussão sobre a responsabilidade das pessoas cisgenêras nessa violência, além da urgência de serem traçadas políticas emergências a fim de enfrentar os altos índices de assassinato que colocou o Brasil no topo do ranking de assassinato de pessoas trans, novamente em 2020 – pelo 13º ano consecutivo. Em 2020, a necro-Trans-política seguiu em pleno funcionamento, se consolidando como o ano com mais assassinatos de travestis e mulheres trans desde o início desse tipo de levantamento de dados no país. Apesar de uma perceptível mudança na forma com que geralmente a mídia trata pessoas trans nas noticias sobre assassinato, ainda são recorrentes os casos onde se reproduz de forma transfóbica o apagamento da identidade de gênero das vitimas. E se mantém a falta de dados sobre o perfil dos suspeitos, no mesmo momento em que os nomes de registro das vítimas são expostos, sem menção a seus nomes sociais”.

Você poderá assistir o lançamento no dia 29 no link a seguir:

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