Representantes do centrão recusam convite para encontro com Bolsonaro

Os líderes do DEM, Elmar Nascimento (BA), e do PP, Arthur Lira (AL), recusaram um convite para uma reunião com o presidente Jair Bolsonaro nesta terça-feira (14); as críticas de parlamentares do PSL a representantes do centrão é apontado como o motivo da recusa  

Representantes do centrão recusam convite para encontro com Bolsonaro
Representantes do centrão recusam convite para encontro com Bolsonaro (Foto: Lucio Bernardo Junior / Câmara dos Deputados)

247 - Os líderes do DEM, Elmar Nascimento (BA), e do PP, Arthur Lira (AL), que integram o chamado centrão, recusaram um convite feito pelo líder do governo na Câmara, major Vitor Hugo (PSL-GO), para uma reunião com o presidente Jair Bolsonaro nesta terça-feira (14).

O encontro já estava na agenda há dois meses, mas foi alterado na última hora por conta da recusa dos parlamentares. A informação é do jornal O Estado de S. Paulo.

Sem citar qual era o assunto da reunião, os parlamentares justificaram a recusa afirmando se tratar de temas que estavam em voga na época que foi agendado, mas que não fariam mais sentido hoje.

"Não vou porque não fui eu que pedi, nem marquei. Foi um oferecimento de mais de dois meses atrás do líder do governo que queria nos aproximar", disse Nascimento, demonstrando certa irritação.

Arthur Lira, por sua vez, escancarou que houve um consenso entre os deputados e o Planalto de que o momento é inapropriado e poderia gerar mais críticas de membros do PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro.

Isso porque, segundo os deputados, os correligionários do presidente trataram o encontro como uma prova de que o Centrão estaria chantageando o governo no que se refere à MP da reforma administrativa.

Nascimento também considerou que o encontro geraria problemas e poderia "ser mal interpretado diante de afirmações de vários deputados do PSL".

Representantes do PSL têm atacado líderes de siglas do centro sob a alegação de que eles estariam "chantageando" o presidente ao forçar um acordo que permitiu a extinção do ministério do Desenvolvimento Regional e a recriação das pastas de Cidades e de Integração Nacional e a retirada do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) da alçada do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

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