Respeitar o idoso é respeitar a si mesmo

Manter a pessoa ativa é fundamental para melhorar sua qualidade de vida, evitando problemas de saúde, tanto de ordem física quando psicológica



Cada Censo do IBGE mostra que nossa população de idosos aumenta sistematicamente. Apesar de os brasileiros viverem mais_ a expectativa de vida aumentou cerca de três anos entre o último e o penúltimo levantamento, chegando a 73,1 anos _, a qualidade de vida dos que já passaram dos 60 anos ainda está aquém do desejado.

Sancionado em 2003, o Estatuto do Idoso ainda não surtiu o efeito esperado. O desrespeito aos mais velhos é visível no cotidiano. Um grande exemplo são motoristas de ônibus que não param quando só veem um idoso no ponto. Em São Paulo, também podemos elencar as calçadas, uma verdadeira corrida de obstáculos com seus inúmeros desníveis e buracos. Sem contar nos abusos em asilos, vez ou outra flagrados pela imprensa.

Além disso, a sociedade não enxerga o potencial do idoso. Há uma visão equivocada do aposentado. Muita gente poderia ainda contribuir com a sociedade e com o mercado de trabalho, passando seu conhecimento acumulado por décadas. Nem mesmo as organizações da melhor idade recebem apoio, funcionando, muitas vezes, a partir do próprio empenho de seus associados.

Temos de lembrar que manter a pessoa ativa é fundamental para melhorar sua qualidade de vida, evitando problemas de saúde, tanto de ordem física quando psicológica.

O Brasil precisa rapidamente mudar sua maneira de olhar o idoso, pois, se acompanharmos as estatísticas, a maioria de nós estará lá, mais cedo ou mais tarde.

Ricardo Tripoli, advogado e ambientalista, é deputado federal (PSDB) e pré-candidato a prefeito de São Paulo

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