Responsável pela indicação de Parente, FHC diz esperar não ser necessário usar a força

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), que avalizou a ida de Pedro Parente para comandar a Petrobras, tentou se esquivar da responsabilidade pela crise atual ao afirmar que os problemas provocados pela greve dos caminhoneiros não são uma resposta somente à insatisfação do setor, mas expressam um "mal-estar generalizado"; FHC avaliou como positiva a saída trágica adotada pelo governo Michel  Temer para pôr fim à greve, que na realidade continua em todos os estados do país

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fernando henrique cardoso
fhc fernando henrique cardoso (Foto: Paulo Emílio)

Fernanda Cruz, repórter da Agência Brasil - O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) disse hoje (28), em São Paulo, que a crise provocada pela greve dos caminhoneiros não é resposta somente à insatisfação do setor, mas expressa um mal-estar generalizado.

Fernando Henrique foi homenageado durante a comemoração dos 20 anos de existência das Organizações Sociais. Em sua fala, ele disse que a superação da crise é alcançada com respeito. "O melhor é não precisar usar a força", afirmou. "A autoridade deriva mais do desempenho do que da posição", destacou.

O ex-presidente criticou a polarização na política. "Um país não se faz com ódio, tem que ter amor também. Então, eu não perco a esperança". Ele considera negativa a perda de credibilidade dos partidos políticos e dos sindicatos.

Organizações Sociais

Desde a sanção da Lei Federal 9.637, que criou as Organizações Sociais, resultados positivos foram alcançados, no entender do ex-presidente. As organizações são modelos que atuam na sociedade em áreas como saúde e cultura, por meio de parcerias com o poder público.

"Não é para dispensar o Estado, ele é indispensável. É para flexibilizar e modernizar o Estado", disse Fernando Henrique, que defendeu também que a educação incorpore o modelo de organização social com mais força.

"A educação pública tem abrangência enorme no Brasil, mas ela não dá conta. Por que não ajudar?", questionou.

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