Revisor culpa Pizzolato, Valério, Paz e Hollerbach

Votos de Ricardo Lewandowski foram demolidores; primeiro, condenou Henrique Pizzolato por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e duas vezes por peculato; em seguida, publicitário Marcos Valério por lavagem de dinheiro, corrupção ativa e duas vezes por peculato; na sequência, seus sócios Cristiano Paz e Ramon Hollerbach

Revisor culpa Pizzolato, Valério, Paz e Hollerbach
Revisor culpa Pizzolato, Valério, Paz e Hollerbach (Foto: Edição/247)

247 - Ao contrário do que anunciavam vários prognósticos, o ministro revisor da Ação Penal 470, Ricardo Lewandowski, acompanhou no Supremo Tribunal Federal integralmente o voto condenatório do relator Joaquim Barbosa, na primeira parte da leitura de seu próprio voto, nesta quara-feira 22. Citando novos trechos dos autos do processo, o revisor culpou o ex-diretor de marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato pelos crimes de lavagem de dinheiro, corrupção passiva e peculato por duas vezes. O publicitário Marcos Valério e seus sócios Cristiano Paz e Ramon Hollerbach foram condenados por corrupção ativa e peculato por duas vezes. Valério levou ainda condenação por lavagem de dinheiro.

Lewandowiski, que antes do julgamento chegou a ser mencionado, veladamente, pelo presidente do STF, Ayres Britto, como sendo executor de uma estratégia para atrasar a reunião da Corte, ao demorar-se na entrega de seu voto, agora resolveu acelerar a leitura de seu relatório. Chegou a pular onze páginas de uma só vez, e se opôs à interrupção da sessão antes de completar a leitura dos votos sobre Valério, Paz e Hollerbach. Ele admitiu que mudou sua posição "em 180 graus" na noite da terça-feira 21, ao fazer uma última leitura dos "autos probatórios". Acabaram nesta nova leitura as chances de Paz e Hollerbach não serem julgados culpados por peculato por duas vezes.

Abaixo e nos links, acompanhe, detalhe a detalhe, como foi a sessão do STF com o voto do revisor e seus votos demolidores:

247 - Não houve qualquer concessão do revisor Ricardo Lewandowiski ao réu da Ação Penal 470 Henrique Pizzolato, ex-diretor de marketing do Banco do Brasil (leia aqui e aqui) - e seu voto, que prossegue sendo lido no Supremo Tribunal Federal (18h26), também já condenou o publicitário Marcos Valério por corrupção ativa - "é a contrapartida da corrupção passiva", explicou -- e dois peculatos. Abriu com tese do jurista Paulo José da Costa para quem, neste tipo de crime, todos participam, o que indica imputação de culpa também aos sócios dele Cristiano Paz e Ramon Hollerbach.

Sim, revisor adianta que, após achar que seria difícil culpar Hollerbach por peculato, concluiu que ele é, sim, culpado, por esse crime. "Como sócio da DNA, ele atuou junto com Marcos Valério", disse. E, agora (19h01), também vai deixando claro que terceiro sócio, Ramon Hollerbach, também será condenado pelos mesmos crimes.

"Resultado é convergente, com diferença apenas doutrinária, com diferenças de metodologia", disse, ao final do voto do revisor Ricardo Lewandowski, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski. Britto sublinhou que o revisor extraiu do processo elementos diferentes dos autos do processo. "Valério: corrupção ativa, peculato duas vezes e lavagem de dinheiro", disse. "Cristiano Paz: corrupção ativa e peculato duas vezes", acrescentou. "Ramon Hollerbach: corrupção ativa e peculato duas vezes". "Luiz Gushiken: absolvido"

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