Ricardo Miranda: ditador Bolsonaro quer fim do MEC e reitores biônicos

Jornalista Ricardo Miranda avalia que o candidato da extrema-direita quer acabar com o Ministério da Educação; "Se a reação for grande, vai colocar ali um militar na linha do general quatro neurônios Aléssio Ribeiro Souto, que elabora propostas para a educação em um eventual – vade retro – governo Bolsonaro. Entre outras boçalidades, ele defende queimar livros, recontar a história da ditadura de 64 e ensinar criacionismo nas escolas públicas"

Ricardo Miranda: ditador Bolsonaro quer fim do MEC e reitores biônicos
Ricardo Miranda: ditador Bolsonaro quer fim do MEC e reitores biônicos (Foto: Picasa)
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Por Ricardo Miranda, em seu blog - Está enterrado há oito anos em um cemitério de Brasília, com uma lápide queimando com fogo fátuo, o Capitão de mar e guerra José Carlos de Almeida Azevedo, último reitor biônico da Universidade de Brasília, indicado pela ditadura. Meu primeiro ano como estudante de Jornalismo na UnB teve esse verme como reitor.

Felizmente, meu diploma não foi assinado por ele. Preposto do regime entre 1976 e 1985, com a universidade em ebulição democrática, Azevedo permitiu, por exemplo, que a Polícia Militar invadisse o campus da UnB para inibir uma greve estudantil. Reitores biônicos eram um dos símbolos da ditadura e do enterro da educação. Nos subterrâneos de um hotel em Brasília, a equipe que prepara o plano de governo do Coiso tem em mãos o calendário de escolhas dos reitores das universidades federais e um estudo sobre quem é quem nas instituições de ensino superior para servir de análise.

A ideia: acabar com a escolha dos reitores pelas comunidades acadêmicas e retomar os reitores biônicos. Bolsonaro quer ir mais longe. Acabar com o Ministério da Educação. Se a reação for grande, vai colocar ali um militar na linha do general quatro neurônios Aléssio Ribeiro Souto, que elabora propostas para a educação em um eventual – vade retro – governo Bolsonaro. Entre outras boçalidades, ele defende queimar livros, recontar a história da ditadura de 64 e ensinar criacionismo nas escolas públicas.

Leia o texto na íntegra no blog Gilberto Pão Doce

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