Ricardo Miranda: Venezuela são as nossas Malvinas

"Se o Brasil cometer a heresia de servir de bucha de canhão, e entrar militarmente na Venezuela – o que o vice-presidente Hamilton Mourão descarta completamente – teremos nossas Malvinas", avalia o jornalista Ricardo Miranda; "E podemos estar provocando uma guerra muito maior – e isso não é heresia. Se contra a Venezuela estão os mesmos Estados Unidos e Grã-Bretanha que lutaram pelas inestimáveis Malvinas, do lado oposto estão Rússia e China, que apoiam o regime de Maduro"

Ricardo Miranda: Venezuela são as nossas Malvinas
Ricardo Miranda: Venezuela são as nossas Malvinas

247 - O jornalista Ricardo Miranda comparou a posição do governo brasileiro de Jair Bolsonaro de apoiar a saída do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, liderada pelos Estados Unidos, à guerra iniciada pela ditadura argentina contra a Grã-Bretanha pelas ilhas Malvinas na década de 1980. 

"Se o Brasil cometer a heresia de servir de bucha de canhão, e entrar militarmente na Venezuela – o que o vice-presidente Hamilton Mourão descarta completamente – teremos nossas Malvinas. E podemos estar provocando uma guerra muito maior – e isso não é heresia. Se contra a Venezuela estão os mesmos Estados Unidos e Grã-Bretanha que lutaram pelas inestimáveis Malvinas, do lado oposto estão Rússia e China, que apoiam o regime de Maduro. Uma grande potência do Norte já deveria ter aprendido com seu Vietnã. Aliás, se aprendeu foi a mandar os cucarachas de pele bronzeada no pelotão da frente", diz Ricardo Miranda em seu blog.

"Depois de dois meses conspirando com Washington e seus demais asseclas no continente, hoje tomado pelo pior da direita latino-americana, Bolsonaro – que deve se achar uma reencarnação de Sun Tzu, Napoleão ou Alexandre Magno – está pronto para arriscar o país, se as Forças Armadas toparem – numa pixotada de enormes proporções. Um dos últimos atos, a entrada de ajuda humanitária" na Venezuela via Roraima – um teatro que só serve para ajudar a derrubar o presidente Nicolas Maduro e extirpar o bolivarianismo, servindo como pretexto para um ataque por tabela dos Estados Unidos contra o país com as maiores reservas de petróleo do mundo – levou Maduro a anunciar que estava fechando na noite desta quinta, 21, as fronteiras com o Brasil. Grave? Gravíssimo", avalia o jornalista.

Leia o texto na íntegra no Blog Gilberto Pão Doce

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