Roseana se cala sobre calote em precatórios

Mesmo diante dos pedidos de 247, por entrevista para falar sobre o pagamento dos precatórios, a governadora do Maranhão preferiu o silêncio; o Estado deve mais de R$ 200 milhões de precatórios, mas mesmo assim, Roseana Sarney conseguiu o aval do BNDES para empréstimo de R$ 1,01 bilhão; em vez de projeto, dinheiro pode ser usado para abater parte da dívida

Roseana se cala sobre calote em precatórios
Roseana se cala sobre calote em precatórios

Juliane Sacerdote_Brasília 247 – Durante mais de uma semana, a reportagem do 247 tentou obter respostas de Roseana Sarney sobre a questão dos precatórios no Maranhão, mas a resposta da governadora é o silêncio.

O Maranhão tem uma dívida acumulada em mais de R$ 200 milhões em precatórios, valores ainda não quitados e com decisões judiciais favoráveis ao pagamento. Mesmo assim, o governo conseguiu um empréstimo de R$ 1,01 bilhão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O contrato foi assinado no dia 14 de janeiro deste ano.

Não ter dívidas, em esfera local e federal, é um dos pré-requisitos para conseguir empréstimos junto ao BNDES, que torna o Estado mais confiável para pagar o valor à instituição financeira. Mas o calote não é visto pelo BNDES como empecilho. Pelo contrário. Na ocasião da assinatura do contrato, o diretor da instituição se mostrou satisfeito com o projeto 'Viva Maranhão', motivo do pedido de empréstimo.

Em nota, o BNDES destacou que a ampla gama de objetivos (combate à pobreza; redução de desigualdades; universalização dos serviços de saúde e de saneamento básico; qualidade de ensino; segurança pública; qualificação profissional; capacitação científica e tecnológica) ajudaram na aprovação do projeto.

"O BNDES reconhece o 'Viva Maranhão' como um programa bem-feito, bem-estruturado, com projetos qualificados e que dão total segurança para o banco fazer esse financiamento e ter certeza de que vai atingir seus objetivos", enfatizou o representante da instituição na assinatura do contrato.

O risco, segundo interlocutores, é que os valores sejam confiscados para que parte da dívida seja abatida. E o primeiro beneficiado pode ser o Banco Santander, que espera receber cerca de R$ 110 milhões do Estado por conta da compra do Banespa, banco estatal paulista. Além de empresas, cidadãos comuns e funcionários públicos também esperam receber os precatórios.

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