Rosemary Segurado ao 247: golpe já estava planejado desde 2014

Em entrevista à TV 247, a cientista política da PUC-SP, Rosemary Segurado, declarou que, após o resultado das eleições presidenciais em 2014, setores contrariados da política brasileira já se mobilizavam e tramavam o golpe contra a presidente Dilma Rousseff; "O golpe não começou em agosto de 2016 e ainda não terminou. Ele foi planejado em 2014, quando os setores que hoje estão no poder foram derrotados. E o golpe continua com a tentativa de impedir a candidatura Lula e com o ensaio de parlamentarismo", diz ela, que também defendeu a democratização da mídia

Em entrevista à TV 247, a cientista política da PUC-SP, Rosemary Segurado, declarou que, após o resultado das eleições presidenciais em 2014, setores contrariados da política brasileira já se mobilizavam e tramavam o golpe contra a presidente Dilma Rousseff; "O golpe não começou em agosto de 2016 e ainda não terminou. Ele foi planejado em 2014, quando os setores que hoje estão no poder foram derrotados. E o golpe continua com a tentativa de impedir a candidatura Lula e com o ensaio de parlamentarismo", diz ela, que também defendeu a democratização da mídia
Em entrevista à TV 247, a cientista política da PUC-SP, Rosemary Segurado, declarou que, após o resultado das eleições presidenciais em 2014, setores contrariados da política brasileira já se mobilizavam e tramavam o golpe contra a presidente Dilma Rousseff; "O golpe não começou em agosto de 2016 e ainda não terminou. Ele foi planejado em 2014, quando os setores que hoje estão no poder foram derrotados. E o golpe continua com a tentativa de impedir a candidatura Lula e com o ensaio de parlamentarismo", diz ela, que também defendeu a democratização da mídia (Foto: Leonardo Attuch)

Por Leonardo Sobreira

Em entrevista à TV 247, a cientista política da PUC-SP, Rosemary Segurado, declarou que, após o resultado das eleições presidenciais em 2014, setores derrotados da política brasileira já se mobilizavam e tramavam o golpe.

– O golpe não começou em agosto de 2016 e ainda não terminou. Ele foi planejado em 2014, quando os setores que hoje estão no poder foram derrotados. E o golpe continua com a tentativa de impedir a candidatura Lula e com o ensaio de parlamentarismo.

Rosemary também analisou a situação da grande mídia, declarando que a mesma "está intoxicando as pessoas com más informações".

– O papel da grande mídia foi essencial para o golpe. Os meios dominantes lideraram um processo de convocação da população – afirma.

Ela acrescenta que a tendência da grande mídia de não cobrir os fatos com profundidade piorou muito nos últimos anos. O que vem mudando, no entanto, é a produção do que ela chama de "contrainformação" pela blogosfera. 

Sobre a necessidade de projetos de democratização da mídia, a professora aponta que tal esforço é necessário e urgente, favorecendo um processo que incorpore a sociedade civil, acadêmicos e movimentos sociais. Ela, porém, alertou sobre a dificuldade de tal medida, notando que o governo de Maurício Macri na Argentina, decidiu acabar com a Lei de Meios, como sua primeira medida após chegar ao poder.

Um dos motivos para o golpe, diz ela, foi a incapacidade de setores da elite brasileira de aceitar uma maior distribuição de renda.

– A elite não suportou ver uma pequena distribuição de renda, mesmo que insignificante perto da concentração enorme que existe – afirma.  

Assista, abaixo, a íntegra:

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