Rossi: política externa é guiada pela ignorância

O giro de 180 graus que o futuro chanceler do governo Bolsonaro anunciou que promoverá na política externa brasileira é um dos temas mais comentados na mídia e alvo de críticas de todos os lados. Generaliza-se a preocupação com o isolamento a que o Brasil pode ser levado se forem acolhidas e postas em prática as propostas do presidente eleito e de alguns ministros designados, nomeadamente o futuro chanceler, Eduardo Araújo, e o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles

Rossi: política externa é guiada pela ignorância
Rossi: política externa é guiada pela ignorância

247 - O giro de 180 graus que o futuro chanceler do governo Bolsonaro anunciou que promoverá na política externa brasileira é um dos temas mais comentados na mídia e alvo de críticas de todos os lados. Generaliza-se a preocupação com o isolamento a que o Brasil pode ser levado se forem acolhidas e postas em prática as propostas do presidente eleito e de alguns ministros designados, nomeadamente o futuro chanceler, Eduardo Araújo, e o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.

O país sofrerá sérios prejuízos econômicos e perderá a importante posição geopolítica que alcançou nos últimos anos, além de se transformar num fator de instabilidade regional. Boa parte dessas propostas é fruto de ignorância.

"A 'constrangedora ignorância' não se limita, desgraçadamente, ao Acordo de Paris. Estende-se também ao recém-assinado Pacto Global sobre Migração Segura, Organizada e Regular", afirma o jornalista Clóvis Rossi.

"É óbvio que todo presidente tem o direito (e o dever, de resto) de aplicar as políticas que achar convenientes, tanto as internas como a externa. Mas tem também a obrigação de definir tais políticas com base em um mínimo de racionalidade, e não a partir de 'constrangedora ignorância', diz o colunista em artigo publicado neste domingo (16), no jornal Folha de S.Paulo

O articulista concentra suas críticas na posição anunciada pelo presidente eleito de rejeitar os Acordo de Paris sobre o clima e ao pacto migratório. "O argumento do bolsonarismo, em ambos os temas, é o de que cabe exclusivamente ao país determinar suas políticas ambientais e migratórias, sem aceitar imposições de outras nações".

"Já é um conceito discutível porque, no caso do meio ambiente, por exemplo, é evidente que a mudança climática não se detém nas fronteiras deste ou daquele país", enfatiza, para em seguida exibir a ignorância dos que pretendem levar o país ao isolamento: "nem o acordo sobre o clima nem o sobre migrações são vinculantes".

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