Rui Costa Pimenta: governo Bolsonaro pode virar um Watergate

Presidente do PCO se diz “surpreso” com a quantidade de crises que abate Bolsonaro; em análise à TV 247, ele expõe que “o assassinato da vereadora Marielle Franco chega cada vez mais perto do governo” e “que a gestão Bolsonaro poderá se transformar em um Watergate”, referindo-se ao escândalo de corrupção ocorrido em 1974 nos EUA que, ao vir à tona, levou à renúncia do presidente Richard Nixon; assista

Rui Costa Pimenta: governo Bolsonaro pode virar um Watergate
Rui Costa Pimenta: governo Bolsonaro pode virar um Watergate

247 - O presidente do Partido da Causa Operária (PCO), Rui Costa Pimenta, se diz “surpreso” com a quantidade de crises que abate o presidente Jair Bolsonaro. Em análise à TV 247, ele observa que “o assassinato da vereadora Marielle Franco chega cada vez mais perto do governo” e “que a gestão Bolsonaro poderá se transformar em um Watergate”, referindo-se ao escândalo de corrupção ocorrido em 1974 nos Estados Unidos que, ao vir à tona, levou o presidente Richard Nixon a renunciar.

Pimenta cita “as tensões internas das facções do governo e os filhos do Bolsonaro” como “agravantes” da crise que abala a gestão do capitão reformado. “Bolsonaro é reflexo de uma improvisação política e por isso governa de forma improvisada", diz. "Sua base de governança também é precária, com interesses distintos”, acrescenta.

Pimenta indica como um outro fator de desgaste do governo as manifestações ocorridas durante o carnaval. “Foi uma grande mobilização pelo ‘fora, Bolsonaro’. Se levarmos em consideração os três carnavais do período do golpe, veremos que há uma ascensão forte dos protestos”. 

O fator Mourão

A respeito de uma possível queda de Bolsonaro e ascensão do vice-presidente, Hamilton Mourão, Pimenta acredita que o general não possui lastro social para se firmar como alternativa. “Se Bolsonaro caísse, seria um novo governo Temer”.

“A situação é muito mais crítica do que aparenta, não é assim, sai Bolsonaro e entra automaticamente o Mourão. Os militares no Brasil não possuem popularidade, mas sim a extrema-direita”, complementa.

Ele conclui dizendo que “a esquerda deveria mobilizar uma campanha pelo 'fora Bolsonaro', 'fora Mourão' e pela convocação de eleições gerais com a participação de Lula”. “Temos um presidente que foi eleito por uma fraude eleitoral e um Congresso Nacional que é uma máfia”, justifica.

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