Rui Costa Pimenta: há uma ameaça de golpe militar

Em entrevista à TV 247, o presidente do PCO, Rui Costa Pimenta, vê a possibilidade de uma nova ditadura militar com o desempenho pífio do governo de Jair Bolsonaro;"É uma ameaça de golpe militar, ainda mais com o Bolsonaro falando sistematicamente em todo lugar que ele vai elogiando os antigos ditadores e agora a ditadura militar no Brasil", diz Rui; ele destaca, no entanto, que "golpes militares podem ser derrotados, por mais bem organizados que eles sejam"

Rui Costa Pimenta: há uma ameaça de golpe militar
Rui Costa Pimenta: há uma ameaça de golpe militar

247 - O presidente do Partido da Causa Operária (PCO), Rui Costa Pimenta, afirmou que há uma tendência do governo Jair Bolsonaro e dos militares que o cercam de instaurar um novo regime militar no Brasil caso o cenário político e a crise tornem esta medida necessária. "É uma das opções que o governo e os próprios militares podem tomar diante da crise. Eu nem acho que é uma iniciativa pessoal do Bolsonaro, é de toda a cúpula militar", disse.

Ele chamou a atenção para os discursos reiterados de Bolsonaro fazendo alusão a ditadores e regimes militares que podem significar uma ameaça. "É uma ameaça de golpe militar, ainda mais com o Bolsonaro falando sistematicamente em todo lugar que ele vai elogiando os antigos ditadores e agora a ditadura militar no Brasil. Isso, obrigatoriamente, temos que interpretar não como uma casualidade ou deslize dele, ele está traduzindo uma tendência que há dentro das Forças Armadas e da própria burguesia".

Rui Costa relembrou como era viver durante a ditadura militar instaurada no Brasil em 1964 e mostrou a importância de se protestar contra a volta desse período assombroso. "A ditadura militar era uma coisa assim, você ou eu teríamos medo de falar alguma coisa de política com medo de que a outra pessoa pudesse denunciar e você vai parar em um porão por aí, uma coisa medonha. "Tem que protestar. Ditadura militar foi um flagelo para a população brasileira, de todos os pontos de vista possíveis e imagináveis, inclusive econômico". O presidente do PCO fez questão de destacar, no entanto, que "golpes militares podem ser derrotados, por mais bem organizados que eles sejam".

Em outro momento da entrevista, Rui Costa Pimenta afirmou que a prisão do ex-presidente Michel Temer decorrente da Lava Jato foi mais um abuso da operação. "Temer evidentemente foi um dos articuladores do golpe, um pivô, uma peça-chave, nesse sentido não há como ter nenhuma simpatia por ele, mas é sensato denunciar todos os abusos".

Ele também apontou que a Lava Jato se tornou representante da direita política no Judiciário. "É um partido de extrema direita dentro do Judiciário, isso está muito claro. E evidentemente a única coisa que eu acho que a gente deve prestar atenção é que, ao tomar posição diante disso, entender que na realidade há luta entre os dois setores do golpe".

Para o dirigente político, o juiz Marcelo Bretas, responsável pelo mandado de prisão de Temer, saiu derrotado desse episódio. "Porque ele abriu o processo contra o Temer para fazer um escândalo a la Sérgio Moro, só que o apoio está dividido agora, porque com o Sérgio Moro, quando abriu o processo toda a imprensa golpista estava unificada, o STF apoiava e todo mundo apoiava, agora foi uma bola muito dividida".

A confissão do ativista italiano Cesare Battisti também foi um tema rapidamente abordado pelo presidente do PCO. "Ninguém sabe o que aconteceu, é uma declaração do promotor de que ele teria confessado 4 crimes, teria confessado participação nesses acontecimentos. A confissão dele não tem grande valor, quando você confessa na cadeia você já está em uma situação de fragilidade total, é parecido com a confissão sob tortura".

Inscreva-se na TV 247 e assista à entrevista na íntegra:

Conheça a TV 247

Ao vivo na TV 247 Youtube 247