Rui Costa Pimenta: sem Lula, PCO não irá apoiar plano B

O presidente do PCO, Rui Costa Pimenta, avalia que, caso o ex-presidente seja impedido juridicamente de disputar a presidência, a saída sensata é pela denúncia de fraude nas eleições, e não a composição de um plano B que, segundo ele, é expresso na chapa do ex-prefeito Fernando Haddad e Manuela D'Ávila, do PCdoB, como vice; "É Lula ou luta, não apoiaremos outra proposta", ressalta; assista sua entrevista à TV 247

Rui Costa Pimenta: sem Lula, PCO não irá apoiar plano B
Rui Costa Pimenta: sem Lula, PCO não irá apoiar plano B (Foto: Ricardo Stuckert | Editora Brasil 247)

TV 247 - O presidente do Partido da Causa Operária (PCO), Rui Costa Pimenta, analisou nesta semana, na TV 247, a aliança do PT com o PCdoB na chapa presidencial. O Partido dos Trabalhadores anunciou que Fernando Haddad será registrado como vice de Lula. Em caso de impugnação da candidatura do ex-presidente, Haddad assume a cabeça de chapa e Manuela D'Ávila (PCdoB) assume a vice. Se Lula não for impedido, Haddad cede o lugar de vice a Manuela.

Pimenta entende que a composição sinaliza um plano B. "Eles formularam uma articulação estranha para agregar a Manuela, porém, acredito que grande parcela da militância do PCdoB irá apoiar Ciro", projeta. 

Apesar de o PCO participar da chapa presidencial em conjunto com PCdoB, PT, e PROS, Pimenta enfatiza que "apoia a candidatura de Lula, mas que preserva o seu direito de crítica", salientando que "essa coligação não agrega em nada". 

Questionado sobre a postura do PCO em considerar as eleições fraudulentas, mas, ao mesmo tempo, disputar o pleito eleitoral em alguns estados, ele esclarece: "Nós sempre denunciamos todas as maracutaias explícitas nos processos eleitorais, mas não somos os donos do País. O PCO opta por participar e denunciar". 

Ele acredita que Haddad não tem o perfil do campo popular. "Nada contra o ex-prefeito de São Paulo em si, mas o problema é que ele não representa a parcela do povo. Se o candidato for Haddad, o PCO não irá apoiá-lo", enfatiza.

Para Pimenta, a luta prioritária continua a ser pelo direito de Lula ser candidato, e, caso o ex-presidente seja impedido juridicamente de participar do pleito, não será possível o apoio a uma eleição fraudulenta. "É Lula ou luta", conclui. 

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