Safatle: Bolsonaro é um exemplo clássico de fascista

Filósofo e professor da Universidade de São Paulo (USP) Vladimir Safatle descreveu de forma didática como age ao fascismo e como o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) se encaixa nesse perfil político; "Sua luta incansável contra a constituição de políticas de direito, reparação e conscientização da violência contra grupos vulneráveis expressa o desprezo que parte da população brasileira sempre cultivou, mas que agora se sente autorizada a expressar"

Filósofo e professor da Universidade de São Paulo (USP) Vladimir Safatle descreveu de forma didática como age ao fascismo e como o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) se encaixa nesse perfil político; "Sua luta incansável contra a constituição de políticas de direito, reparação e conscientização da violência contra grupos vulneráveis expressa o desprezo que parte da população brasileira sempre cultivou, mas que agora se sente autorizada a expressar"
Filósofo e professor da Universidade de São Paulo (USP) Vladimir Safatle descreveu de forma didática como age ao fascismo e como o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) se encaixa nesse perfil político; "Sua luta incansável contra a constituição de políticas de direito, reparação e conscientização da violência contra grupos vulneráveis expressa o desprezo que parte da população brasileira sempre cultivou, mas que agora se sente autorizada a expressar" (Foto: Aquiles Lins)
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247 - Em artigo nesta sexta-feira, 3, o filósofo e professor da Universidade de São Paulo (USP) Vladimir Safatle descreveu de forma didática como age ao fascismo e como o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), que apareceu em segundo lugar nas intenções de votos em pesquisa da CNT/MDA, ao lado de MArina Silva (Rede), se encaixa nesse perfil político.

"Todo fascismo tem ao menos três características fundamentais. Primeiro, ele é um culto explícito da ordem baseada na violência de Estado e em práticas autoritárias de governo. Segundo, ele permite a circulação desimpedida do desprezo social por grupos vulneráveis e fragilizados. O ocupante desses grupos pode variar de acordo com situações históricas específicas. Já foram os judeus, mas podem também ser os homossexuais, os árabes, os índios, entre tantos outros. Por fim, ele procura constituir coesão social através de um uso paranoico do nacionalismo, da defesa da fronteira, do território e da identidade a eixo fundamental do embate político", explica Safatle.

Segundo o filósofo, não seria difícil demonstrar todo o "fascismo ordinário" de Bolsonaro. "Sua adesão à ditadura militar é notória, a ponto de saudar e prestar homenagens a torturadores. Não deixa de ser sintomático que pessoas capazes de se dizerem profundamente indignadas contra a corrupção reinante afirmem votar em alguém que louva um regime criminoso e corrupto como a ditadura militar brasileira. Por outro lado, sua luta incansável contra a constituição de políticas de direito, reparação e conscientização da violência contra grupos vulneráveis expressa o desprezo que parte da população brasileira sempre cultivou, mas que agora se sente autorizada a expressar", continua. 

Segundo Vladimir Safatle, essa radicalização não desaparecerá, mas é embalada pelo espírito do tempo e suas regressões. "Na verdade, ela se aprofundará. Contra ela, só existe o combate sem trégua."

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