Safatle: Para entender a reinvenção das direitas no Brasil

Segundo o filósofo Vladimir Safatle, "em um momento no qual a direita brasileira esconde sua incapacidade de criar hegemonia popular através da presença, cada vez mais ostensiva, de seus discursos e dogmas", o livro O ódio como política: a reinvenção das direitas no Brasil, organizado por Esther Solano, apresenta "textos fundamentais para a compreensão da radicalização da política brasileira diante do colapso da Nova República a partir das manifestações de 2013"

Safatle: Para entender a reinvenção das direitas no Brasil
Safatle: Para entender a reinvenção das direitas no Brasil (Foto: Dir.: Valter Campanato - ABR)
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247 - "O livro O ódio como política: a reinvenção das direitas no Brasil, organizado por Esther Solano, apresenta um panorama amplo e diversificado da consolidação das direitas pós-ditadura militar no Brasil", escreve o filósofo Vladimir Safatle em análise publicada no Blog da Boitempo. "Em um momento no qual a direita brasileira esconde sua incapacidade de criar hegemonia popular através da presença, cada vez mais ostensiva, de seus discursos e dogmas, a publicação traz uma reunião de textos fundamentais para a compreensão da radicalização da política brasileira diante do colapso da Nova República a partir das manifestações de 2013".

"Estão presentes análises históricas sobre as múltiplas facetas da direita nacional, como o neopentecostalismo e sua teologia da prosperidade, o liberalismo nacional da burguesia organizada (que nunca viu problemas em se associar às práticas políticas as mais abertamente autoritárias) e as forças armadas e seu vínculo orgânico com o passado ditatorial, além do poder judiciário e sua constituição classista", acrescenta.

Segundo o estudioso, "o conjunto deixa evidente como a presença ostensiva das direitas na atual agenda política e social brasileira não significa exatamente uma conquista de maiorias populares – o que nunca conseguiram e que lhes obriga a utilizar continuamente os artifícios dos golpes e das desestabilizações". Antes, trata-se do resultado de um trabalho longo e paciente, aliado à incompreensão, por parte dos setores progressistas, da profundidade e da radicalidade dos verdadeiros embates que estruturam nossa vida social. Livros como este auxiliam a desfazer esse equívoco".

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