Sakamoto: a questão não é se a Reforma passa, mas por quanto Bolsonaro vai comprá-la

Para o jornalista Leonardo Sakamoto, aparentemente nada poderá impedir que o texto-base da reforma da Previdência seja aprovado pelo Congresso Nacional, o que levanta questionamentos sobre “quantos bilhões de reais o governo Bolsonaro vai gastar em emendas parlamentares para comprá-la e se os vendedores realmente confiarão que o governo quitará os débitos após a mercadoria ser entregue"

(Foto: ABr | Lula Marques)
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247 - Para o jornalista Leonardo Sakamoto, aparentemente nada poderá impedir que o texto-base da reforma da Previdência seja aprovado pelo Congresso Nacional, o que levanta questionamentos sobre “quantos bilhões de reais o governo Bolsonaro vai gastar em emendas parlamentares para comprá-la e se os vendedores realmente confiarão que o governo quitará os débitos após a mercadoria ser entregue”. 

“Sem entrar no mérito da Reforma da Previdência, apenas os seguidores mais fiéis do presidente, aqueles que acham que o Queiroz é honesto, não enxergam que o Palácio do Planalto deixou claro que sua "nova política" inclui o estabelecimento de um mercado de compra de votos de deputados” destaca Sakamoto em seu blog. A diferença é que, no seu caso, há o amplo uso da dissimulada tática bolsonarista de simplesmente negar aquilo que está a olho vistos, afirmando que tal acusação é uma balbúrdia esquerdopata lulodilmista, gestada pelo Foro de São Paulo, com petrodólares venezuelanos, para desestabilizar o processo de despetização da economia brasileira”, completa.

Sakamoto ressalta que o “PSOL acusa o governo Bolsonaro de liberar R$ 444,5 milhões a mais

em emendas parlamentares do que havia sido autorizado por conta da votação da Reforma da Previdência. Por lei, o governo pode executar uma emenda na sua totalidade, mas não pode extrapolar o valor autorizado pelo Legislativo. Ou seja, o governo "pedalou" em nome da reforma”, afirma.

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