Sakamoto: Reforma seria diferente se mulheres fossem 50% e não 15% da Câmara?

 "A diferença na idade mínima entre homens e mulheres proposta por Jair Bolsonaro em sua Reforma da Previdência é suficiente para compensar a dupla jornada de trabalho à qual boa parte das mulheres está submetida?", questiona o jornalista; "Elas acumulam sua ocupação com os afazeres domésticos e o cuidado com crianças e idosos e, no saldo final, trabalham mais horas por semana do que os homens sem serem remuneradas por isso. E sem contar esse tempo para a Previdência"

Sakamoto: Reforma seria diferente se mulheres fossem 50% e não 15% da Câmara?
Sakamoto: Reforma seria diferente se mulheres fossem 50% e não 15% da Câmara? (Foto: Dir.: Antonio Cruz - ABR)

247 - "A diferença na idade mínima entre homens e mulheres proposta por Jair Bolsonaro em sua Reforma da Previdência é suficiente para compensar a dupla jornada de trabalho à qual boa parte das mulheres está submetida?", questiona o jornalista Leonardo Sakamoto. "Elas acumulam sua ocupação com os afazeres domésticos e o cuidado com crianças e idosos e, no saldo final, trabalham mais horas por semana do que os homens sem serem remuneradas por isso. E sem contar esse tempo para a Previdência", complementa.

Segundo o colunista do UOL, "os defensores da proposta – já abandonada pelo próprio presidente – de uma idade única para homens e mulheres afirmam que as taxas de sobrevida delas após os 65 anos são maiores que a dos homens". "Mas isso ignora exatamente a jornada dupla, reconhecida pela Assembleia Constituinte, em 1988, após mobilização da sociedade civil, para fins de aposentadoria por idade, para tentar compensar parte de um sistema social e economicamente injusto", afirmou.

"A política, enquanto for um negócio majoritariamente de homens vai continuar decidindo em nome delas, aplicando resoluções que não casam necessariamente com sua realidade e prioridade".

Leia a íntegra no Blog do Sakamoto

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