Sakamoto: Temer quer que trabalhador rural pague carnê do INSS com o Bolsa Família?

"Como a produção não dá frutos mensalmente (não sei se o relator ou o Michel Temer sabem, mas plantas levam tempo para crescer, peixes não pulam felizes para dentro de redes e grandes secas acontecem), as famílias terão que encontrar formas de pagar o carnê ao longo do ano", lembra o jornalista; "O que o governo quer que eles façam? Paguem com recursos oriundos do Bolsa Família? Escolham entre o agora ou o depois diante da pobreza?", questiona

"Como a produção não dá frutos mensalmente (não sei se o relator ou o Michel Temer sabem, mas plantas levam tempo para crescer, peixes não pulam felizes para dentro de redes e grandes secas acontecem), as famílias terão que encontrar formas de pagar o carnê ao longo do ano", lembra o jornalista; "O que o governo quer que eles façam? Paguem com recursos oriundos do Bolsa Família? Escolham entre o agora ou o depois diante da pobreza?", questiona
"Como a produção não dá frutos mensalmente (não sei se o relator ou o Michel Temer sabem, mas plantas levam tempo para crescer, peixes não pulam felizes para dentro de redes e grandes secas acontecem), as famílias terão que encontrar formas de pagar o carnê ao longo do ano", lembra o jornalista; "O que o governo quer que eles façam? Paguem com recursos oriundos do Bolsa Família? Escolham entre o agora ou o depois diante da pobreza?", questiona (Foto: Gisele Federicce)

247 - Com a proposta para a reforma da Previdência, o jornalista Leonardo Sakamoto questiona se o governo Temer quer que os produtores rurais paguem seus boletos do INSS com recursos do Bolsa Família, uma vez que, como bem se sabe, esses trabalhadores não têm renda mensal. Leia um trecho de seu artigo sobre o assunto, e a íntegra em seu blog no UOL.

"Pequenos produtores familiares, coletoras de babaçu, pescadores artesanais, entre outros, terão que pagar individualmente 180 parcelas mensais de um carnê com uma contribuição que, por enquanto, estima-se ser igual ao do microempresarial individual (5% do salário mínimo).

Hoje, eles recolhem 2,1% de imposto no momento da venda de sua produção. E todos os adultos que trabalham juntos na família podem pleitear a aposentadoria se comprovarem os 15 anos no campo.

Agora, apesar de todos trabalharem na produção a vida inteira, essas famílias pobres, que não têm dinheiro para pagar os carnês de toda a família, provavelmente terão que escolher uma única pessoa para contribuir mensalmente e poder receber o benefício.

Como a produção não dá frutos mensalmente (não sei se o relator ou o Michel Temer sabem, mas plantas levam tempo para crescer, peixes não pulam felizes para dentro de redes e grandes secas acontecem), as famílias terão que encontrar formas de pagar o carnê ao longo do ano.

O que o governo quer que eles façam? Paguem com recursos oriundos do Bolsa Família? Escolham entre o agora ou o depois diante da pobreza?"

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