Sakamoto: WhatsApp admite sacanagem eleitoral, mas TSE parece ter vergonha de ir ver

"Mesmo com evidências gritantes, o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Jorge Mussi, não parece interessado em descobrir quem estava por trás dos disparos de mensagens pró-Bolsonaro", avalia o jornalista Leonardo Sakamoto

(Foto: Senado | ABr)
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247 - O colunista Leonardo Sakamoto repercutiu a revelação do gerente de políticas públicas e eleições globais do WhatsApp, de Ben Supple, que admitiu que houve disparos em massa ilegais de mensagens na campanha presidencial do Brasil. 

A revelação foi feita em reportagem da jornalista Patricia Campos Mello, da Folha de S. Paulo (leia mais no Brasil 247). 

O envio em massa é considerado ilegal pelo Tribunal Superior Eleitoral e serviços eleitorais que não sejam declarados à Justiça podem configurar caixa 2. 

"Mesmo com evidências gritantes, o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Jorge Mussi, não parece interessado em descobrir quem estava por trás dos disparos de mensagens pró-Bolsonaro, nem quem pagou um bom dinheiro por elas. Não quis que os jornalistas da Folha responsáveis por investigações testemunhassem no processo (aberto pela candidatura de Haddad após reportagem do jornal), nem os donos das agências envolvidas ou mesmo representantes do WhatsApp. Mas aceitou uma testemunha indicada pela defesa do presidente, que prestou serviços para a sua campanha, em 2018, e trabalha, hoje, em sua assessoria de imprensa", escreve Sakamoto. 

"A culpa pela chanchada política, econômica, social e de justiça? Repetindo o mantra de nosso presidente, é do mensageiro, que não conta a história que 'deveria' contar. Com jornalistas presos e redações fechadas, talvez o país alcance a paz da ignorância suprema. Como na ditadura", afirma. 

Leia na íntegra o texto de Leonardo Sakamoto. 

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