São Marcos vai processar interventor judicial

Universidade, que está sob intervenção da justiça desde setembro de 2011, moverá ação contra Carlos Roberto Galli por perdas e danos; ao 247, dono da Universidade, Ernani de Paula conta que prédio no Ipiranga, em São Paulo, foi depredado por ele e teve bens como elevadores e outros equipamentos vendidos; "Em nome da Justiça, ele acha que pode fazer tudo", acusa

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247 - A Universidade São Marcos pretende mover uma ação contra o administrador judicial Carlos Roberto Galli por perdas e danos. De acordo com a instituição de ensino, ele e sua equipe depredaram, retiraram equipamentos e venderam bens da São Marcos que estavam no prédio da Rua Antônio Gomes Ferreira, 89, no Ipiranga, zona sul de São Paulo, onde já foi a sede da instituição. Hoje, o edifício está ocupado por membros de movimentos de moradia, que têm feito reivindicações ao prefeito, Fernando Haddad (PT).

A Universidade está sob intervenção judicial desde setembro de 2011 por descumprimento de obrigações trabalhistas e, desde então, já teve alguns câmpus tomados pelo interventor, como o de Paulínia, no interior de São Paulo. Segundo Ernani de Paula, atual dono e filho do fundador da Universidade, Ernani Bicudo de Paula, "a administração judicial tirou o que podia do prédio" de nove andares no Ipiranga, segundo ele, um dos principais da instituição e por onde já passou até a presidente Dilma Rousseff.

Ernani de Paula calcula que a perda tenha chegado a milhões. "Equipamentos, instalações, elevadores, carteiras e até uma biblioteca de 120 mil volumes foram vendidos a preço insignificante", acusa ele, que diz que o processo será contra a pessoa física de Galli. "Vamos pedir tudo de volta", acrescenta. O proprietário anterior era o banco Santander, que retomou o edifício após a intervenção judicial e pretendia voltar com as atividades no local, até o prédio ser invadido pelos sem-teto.

A São Marcos entregou a chave, em juízo, à instituição financeira e tinha um prazo para retirar seus bens de lá. "Mas agora não tem mais nada. Ele depredou e depois vendeu tudo", lamenta Ernani, se referindo ao administrador. "A Universidade foi violentada por esse sujeito que vinha representando a Justiça. Em nome da Justiça, ele acha que pode fazer tudo", prossegue.

Segundo o dono da instituição, Galli pretendia fazer negócio com a São Marcos, tendo chegado a vendê-la à Aneo (Associação Nacional de Estudos Odontológicos). No entanto, a Universidade foi descredenciada do Ministério da Educação (MEC) em março do ano passado, e a entidade perdeu o interesse na compra, conta ele. "Então ele resolveu pegar tudo da Universidade e vender como sucata".

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