Secretário-geral da CUT: centrais estão unidas em defesa da Previdência

Sérgio Nobre, secretário-geral da CUT, falou em entrevista à TV 247 sobre a importância da união entre as centrais sindicais contra a reforma da Previdência; ele também comentou sobre a importância dos eleitores pressionarem os parlamentares que tiveram seus votos; assista

Secretário-geral da CUT: centrais estão unidas em defesa da Previdência
Secretário-geral da CUT: centrais estão unidas em defesa da Previdência

247 - O secretário-geral da CUT, Sérgio Nobre, afirma que em um momento tão grave e delicado, de perda de direitos com a proposta de reforma da Previdência, as centrais sindicais têm de permanecer unidas em defesa da população.

"Todas as centrais sindicais estão unidas na defesa da Previdência Social. É importante para o país que haja pluralidade de pensamentos no movimento sindical em um país tão grande, mas estamos todos nós unidos em defesa da Previdência porque todos nós temos consciência da gravidade do que isso significa. Nós não podemos ter o direito de nos dividir em um momento tão importante como esse. O adversário é forte e para a gente vencer a gente tem que estar junto", disse Sérgio Nobre.

O secretário-geral lembrou que é importante que os eleitores pressionem os deputados e senadores que tiveram seus votos nas eleições para que estes votem contra a reforma da Previdência. Ele encorajou a população a enviar mensagens e qualquer tipo de manifestação aos parlamentares com um recado direto: "meu companheiro, eu não votei em você para tirar direito da classe trabalhadora, para desmontar a Previdência, para desempregar, para fazer política para os bancos, muito pelo contrário. Estou de olho no seu voto, por favor não mexa na Previdência e não tire dinheiro nosso".

Sérgio Nobre também deu seu palpite sobre a votação acerca da reforma. Para ele, a proposta não deve passar pelo Congresso Nacional. "Eu desconfio que essa proposta é tão perversa mas tão perversa que até mesmo dentro do Congresso Nacional, com o perfil de direita que tem, não consegue aprovar, porque se não já teria feito".

O secretário-geral da CUT explicou que o modelo de reforma proposto pelo governo é muito inspirado no sistema de Previdência chileno. Ele contou que os chilenos, com quem as centrais sindicais já entraram em contato, afirmam que a tramitação do novo projeto de Previdência ocorreu de forma semelhante ao Brasil, sem consulta ao povo, com fake news e com sistema de capitalização.

"O resultado é que um aposentado no Chile vive de favores da família, se a família não ampara ele não tem condição de sobreviver. Hoje o governo chileno, que também é de direita, que rever esse sistema dado a desproteção que aconteceu naquele país", contou Nobre.

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