Sem doação de empresas, partidos priorizam candidatos ricos

A proibição de doação de empresas, aliada à ausência de um limite para o autofinanciamento de campanhas eleitorais, aumentou o interesse dos partidos para o lançamento de políticos ricos nas eleições majoritárias; com os partidos obrigados a fazer conta para custear campanhas, dirigentes admitem que políticos com maior patrimônio pessoal tornaram-se ativos eleitorais; em alguns casos, a capacidade de se autofinanciar virou condição decisiva para a montagem dos palanques regionais; ao menos três pré-candidatos têm fortunas superiores a R$ 100 milhões, como o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (PSD), e o empresário Flavio Rocha, dono da Riachuelo, que na semana passada confirmou a intenção de se candidatar à Presidência

Sem doação de empresas, partidos priorizam candidatos ricos
Sem doação de empresas, partidos priorizam candidatos ricos (Foto: Esq.: Divulgação/Dir.: ABR)

247 - A ausência de um limite para o autofinanciamento de campanhas eleitorais, aliada à proibição das doações empresariais, aumentou a influência de políticos ricos na definição das candidaturas majoritárias. Pelas regras atuais, todas as despesas, desde que não ultrapassem o teto definido para o cargo pleiteado, poderão ser pagas pelo próprio candidato.

Com os partidos obrigados a fazer conta para custear campanhas, dirigentes admitem que políticos com maior patrimônio pessoal tornaram-se ativos eleitorais. Em alguns casos, a capacidade de se autofinanciar virou condição decisiva para a montagem dos palanques regionais. Ao menos três pré-candidatos têm fortunas superiores a R$ 100 milhões, como o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (PSD), e o empresário Flavio Rocha, dono da Riachuelo, que na semana passada confirmou a intenção de se candidatar à Presidência.

Aa maior parte das legendas pretende dar prioridade à eleição de parlamentares federais, já que o tamanho das bancadas na Câmara é que define a divisão dos recursos dos fundos eleitoral e partidário – compostos por recursos públicos, ambos alcançam R$ 2,6 bilhões e serão fontes majoritárias para bancar campanhas.

As informações são de reportagem de Adriana Ferraz no Estado de S.Paulo.

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